Portugal Start-Up: Análise do mercado Livreiro

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Análise do mercado Livreiro



O CAE - Código de Actividade Empresarial deste sector é o 58110 - Edição de Livros.


O mercado livreiro em Portugal tem-se mostrado bastante estagnado nos últimos anos em termos da edição e venda de publicações. O total anual de edições oscilou entre as 15 e as 16 mil, sem que se revele qualquer tendência de evolução. Dessas, entre 10 e 11 mil respeitam a monografias, portanto edições não periódicas e as obras originais em Português
representaram entre 69% e 75% (fonte: Observatório das Actividade Culturais).
Assim, em média, cerca de 200 novas obras chegam, por semana, às livrarias e, devido a que, regra geral, impera o regime de venda em consignação, estima-se que mais de 80% destas edições não permanecem no comércio livreiro, originando um volume de evoluções e um stock remanescente nas editoras muito substanciais. Calcula-se pois que, de todas as obras publicadas nos últimos doze anos, haverá mais de 100 mil títulos que já não ou dificilmente se conseguem encontrar à venda.




O mercado nacional de edições gerais representa cerca de 200 milhões de euros (vendas ao consumidor final), tendo apresentado nos últimos anos 4 anos um crescimento sucessivo e estável na ordem dos 5% ao ano. Para isto contribuiu de forma decisiva o facto do livro ter acompanhado a expansão da grande distribuição em Portugal e os crescentes níveis de alfabetização da população portuguesa.


Nos últimos cinco anos, o mercado editorial português de edições gerais tem vindo a sofrer um processo de concentração empresarial que culminou recentemente com a aquisição dos activos da Bertrand Editora e Livrarias por parte da Porto Editora. De um mercado fragmentado, baseado em empresas de pequena/média dimensão, com natureza familiar ou ideológica, passamos para um sistema mais profissional e orientado pelo mercado. Com a alienação da Bertrand, segundo dados da consultora independente GFK, Leya e Porto  editora passam agora a deter 40% de quota de mercado da edição de livros não escolares em Portugal.
A Porto Editora e Leya vão agora tentar maximizar a sua posição e os seus negócios, junto do retalho e dos autores (principais parceiros das editoras) tentando tirar partido da falta de dimensão dos projectos alternativos existentes no mercado.

O mercado retalhista livreiro em Portugal está bastante concentrado, 70% das vendas são realizadas entre as cadeias de hipermercados, as lojas Bertrand e Fnac.

A compra de livros pela Internet é ainda muita reduzida, representando uma percentagem inferior a 10%, entre os sites portugueses e estrangeiros, verificando-se, no entanto, uma tendência crescente.

Um exemplo flagrante de sucesso é o da Amazon que, disponibilizando mais de 3 milhões de títulos em catálogo, vende, de cerca de 2 milhões deles, apenas 1 ou menos exemplares por ano. Tal só é possível pelo recurso às tecnologias que tornam o custo do  armazenamento dessas obras marginalmente nulo.




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