Portugal Start-Up: O mercado da TDT - Televisão Digital Terrestre

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

O mercado da TDT - Televisão Digital Terrestre



Recentemente a Televisão Digital Terrestre (TDT) voltou a ser notícia em Portugal. A TDT é uma nova tecnologia de teledifusão terrestre (através de antenas) em sinal digital e que deve substituir, em 2012, a actual transmissão tradicional, ou seja, a teledifusão analógica terrestre. É necessário aos utilizadores possuirem receptores. No mesmo caminho que os outros países europeus, Portugal procura um modelo que permita a viabilidade económica da TDT. Todos os países da União Europeia devem estar a operar através da TDT até 2012. Verifica-se que Portugal está bastante atrasado quando comparamos com o Reino-Unido, a operar desde 1998, Espanha e Suécia desde 1999, tendo nestes países os descodificadores sido financiados e os outros países europeus que neste período têm vindo a lançar os seus sistemas. O Brasil iniciou as suas emissões em finais de 2007 após um longo processo de análise e discussão de questões tecnológicas e estratégicas, sendo que os receptores foram financiados. A TDT apresenta-se como um modelo que será concorrente da televisão por cabo e da televisão por satélite.
A TDT vai possibilitar um maior número de canais, ainda com a possibilidade de inclusão de canais regionais, e uma qualidade de som e imagem da emissão muito superior à actual. Ir-se-á assistir a uma convergência entre diversos meios de comunicação electrónicos, entre eles o telefone fixo e móvel, a transmissão de dados e o acesso à Internet. A integração com redes móveis 3G vai tornar-se mais fácil permitindo a utilização da TDT nas redes de telemóveis.


Em termos tecnológicos, na Europa adoptou-se o formato DVB (Digital Video Broadcasting) que em conjunto com o MPH (Multimedia Home Platform), software disponível na unidade receptora do utilizador, e o RCT (Return Channel Terrestrial), canal exclusivo para retorno de informações, vão permitir um conjunto de novas facilidades que convém saber explorar. Haverá novas possibilidades de disponibilização de informação adicional sobre os programas, começando com o EPG (Electronic Programming Guide). Prevendo-se, contudo, uma evolução significativa quanto aos conteúdos para facilitar a viabilidade económica do sistema. Além disso, as características do sistema vão permitir às pessoas com necessidades especiais um acesso facilitado. Estas novas funcionalidades podem servir de alavanca para a aceitabilidade da TDT, através de uma contribuição para a superação do problema da exclusão social na sociedade da informação, elevação do nível cultural e educacional da sociedade com serviços educativos à medida, abertura para novas aplicações no futuro e uma maior interactividade em programas de televisão. Algumas destas vantagens começam a ser exploradas já noutros países.


A entidade fornecedora dos conteúdos deverá incluir informação adicional que descreva o conteúdo dos programas para que o utilizador tenha informação disponível para definir e escolher o que pretende visualizar ou aceder. A passagem da tecnologia analógica, actual, para a digital, vai permitir o aparecimento de novos meios de veiculação de informação, por parte do fornecedor de conteúdos, que facilitará o aparecimento de novas aplicações, do lado do utilizador, que lhe permita definir, entre outros, um conjunto de perfis que reflictam o que pretende visualizar ou gravar para posterior visualização.
A juntar ao desenvolvimento futuro da TDT tem-se actualmente a Mobile TV, cuja  penetração e aceitabilidade vão depender das facilidades de acesso disponibilizadas. A versão actual que permite uma utilização apenas com base na escolha do programa com base em informação cronológica é limitada, principalmente numa situação em que o custo e a qualidade de visualização dependem da utilização da largura de banda. É novamente uma área onde a possibilidade do utilizador definir o seu perfil de interesses, neste caso no lado do servidor, vai-lhe permitir visualizar apenas o que pretende, minimizando a utilização da rede de comunicações, tornando o serviço mais eficiente, diminuindo o custo para o utilizador e aumentando o nível de aceitabilidade por parte dos utilizadores.
Concluindo, verifica-se que para estas novas formas de comunicação se torna necessário aceder à informação

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