Portugal Start-Up: Maio 2012

quinta-feira, 31 de maio de 2012

As cinco características essenciais de um empreendedor

As cinco características essenciais de um empreendedor


Ser empreendedor é algo que está ao alcance de qualquer um. Contudo, é necessário muito trabalho e algum talento para ser bem sucedido.  Quem funda uma start-up tem, por princípio, que ser multifacetado, dinâmico e ter a certeza daquilo que quer. O fundador é um faz tudo, é nele que assenta o sucesso do projecto e é a ele que compete motivar a equipa. Um empreendedor é alguém que, pela força dos muitos papeis que vai ter que desempenhar durante a implantação da sua start-up, se transforma numa pessoa única e de múltiplos talentos. Ainda assim há uma série de particularidades que podem ditar o sucesso ou o insucesso do seu trabalho.

O livro Now Discover Your Strengths, dos autores Marcus Buckingham e Donald O. Clifton, utiliza o sistema “StrengthsFinder” que mede a presença de 34 diferentes categorias do talento. Este sistema assenta na ideia de que aquilo a que chamamos talento é um padrão de pensamento, sentimento ou comportamento que pode ser direcionado para um fim prático ou acção. Quanto maior for o domínio de um certo talento sobre o individuo que o possui, maior impacto este terá no seu comportamento e desempenho.
Dos 34 talentos que são enunciados no livro, há cinco que são fundamentais para se ser um empreendedor de sucesso.


1. Pró-activo

Pessoas pró-activas são aquelas que transformam os seus pensamentos em acções, que não desistem até que as suas ideias se realizem. Ser pró-activo é também ser um líder, isto é, aquele que define a ideia e a estratégia para a sua realização sem deixar que a sua equipa se desmotive.
Uma líder pró-activo está sempre à procura de novas oportunidades para pôr as suas ideias em prática. Não é um conformado mas sim um sonhador.

2. Adaptável

Ter a capacidade de se adaptar às circunstâncias e rapidamente elaborar novas estratégias é uma qualidade essencial para qualquer empreendedor. Quando se constrói uma start-up é regra que nem tudo corre como planeado. O mercado está em constante mudança e isso condiciona muitas das premissas pelas quais se rege uma start-up.  É fundamental para um empreendedor ter a capacidade de se adaptar às mudanças sociais e evoluir de acordo com as solicitações do mercado.
Ser adaptável é conseguir viver no presente sem se deixar condicionar por um possível futuro. Para este tipo de empreendedor a incerteza é um desafio.


3. Estratega

Um empreendedor de sucesso tem que ser um grande estratega. Por estratega entendemos alguém que tem a capacidade de reconhecer padrões, problemas e desenhar uma linha de resolução, ou seja, desenvolver um caminho que levará ao sucesso.
O estratega é aquele que consegue ver o panorama geral antes de todos os jogadores. Ele está sempre uns passos à frente dos seus pares e é por isso que alcança o sucesso.

4. Disciplinado

A disciplina é fundamental para o sucesso de qualquer start-up. Ao contrário do possa parecer não há sucesso que se construa apenas por sorte, por detrás há sempre um enorme trabalho regido por uma disciplina rígida.
É sendo disciplinado que o empreendedor de sucesso consegue realizar as suas ideias. Um líder é aquele que tem uma estratégia delineada e consegue programar todos os passos sistematicamente para que a equipa não caia no caos e na desorganização.

5. Focado

Um empreendedor focado é aquele que é capaz de traçar prioridades sem se desviar do seu objectivo central. Sem esta qualidade um empreendedor não conseguirá alcançar o sucesso. É necessário ter sempre em mente o onde se quer chegar. Isto não se consegue sem uma enorme disciplina. Só um empreendedor focado conseguirá ultrapassar os obstáculos que irão surgir enquanto luta por erguer a sua start-up.



Alcançar o sucesso exige que o empreendedor tenha estas cinco características, implica um enorme espírito de sacrifício e capacidade de trabalho. Ser empreendedor é, regra geral, um trabalho a tempo inteiro. Mas lembre-se que não tem que ser um percurso solitário. 


Resumo do artigo de Nick Hughes, CEO e co-fundador da Seconds.

Sabe mais em os 12 fatores de sucesso de um empresário
e em 10 príncipios para ser bem sucedido

Do financiamento ao empreendedorismo


O Portugal Start-up tem abordado importantes temas relacionados com o empreendedorismo, ajudando a desmistificar vários “mitos” como aquele mito que diz que para abrir uma empresa ou negócio é preciso dinheiro.

Nunca existiram tantas alternativas de financiamento para as boas ideias. As start-ups têm agora inúmeras ferramentas de financiamento e criou-se mesmo um nome para estas inúmeras opções de financiamento para empresas: o bootstrap.

Dentro das opções de financiamento a empresas e projectos através de Capitais Próprios podemos encontrar o financiamento por Business Angels e Sociedades de Capital de Risco, sendo que estes procuram projectos tecnologicos ou altamente escaláveeis conforme abordado no tema no enadramento de projectos para Business Angesl e SCR’s.

O Crowdfunding surge também cada vez mais como uma opção de financiamento e abrange cada vez mais o mercado de forma transversal, sendo que nos EUA já é mesmo possível investir em Capital através do Crowdfundind.

Continuámos a abordar as alternativas de financiamento a empresas, tendo falado dos apoios existentes para para criação de empresas. Estes apoios ao financiamento de empresas e projectos podem ir desde o PAECPE para financiar a criação de empresas por desempregados e que permite além da antecipação das prestações de desemprego o financiamento pelas linhas Invest + e Microinvest, o Microcrédito da ANDC, o PME Crescimento para financiamentos até um máximo de € 1 500 000.00, o PME Investe III sector Turimo que permite ainda financiamento de empresas deste sector, a linha FINICIA para financiar start-ups e early-stages até 3 anos de actividade e ainda a linha protocolada . Não esquecemos que para as empresas candidatarem-se ao PME Crescimento e ao PME Investe necessitam de ter o Estatuto PME.

Tentámos ir ao encontro da definição de empreendedorismo mas constamos que cada negóco é um negócio, havendo todos os anos 22 mil novas empresas no Tecido Empresarial Português. Tendo em conta as individualidades de cada negócio, sempre que é necessário os empreendedores ou empresas candidatarem-se a qualquer financiamento, é necessário atestar a viabilidade do negócio. É também importante ter muito bem definido o posicionamento, objectivos e estrutura da empresa, além de toda a viabilidade financeira do negócio. Para tal, explicámos a importância do Plano de Negócios e os principais pontos como fazemos ou elaboramos um Plano de Negócios.

Abordamos ainda outras ferramentas de financiamento a empresas como o Confirming, linha de financiamento do BBVA, a linha de apoio à exportação da CGD, o BPI Capacitar e o Estímulo 2012 para o incentivo à contratação de desempregados e apoio da banca para franchisings.

Não nos esquecemos da gestão das empresas, desde os procedimentos para constituição da empresa,  e abordagens de gestão idênticas a Porter, os riscos globais para as empresas, as Leis de Terry Matthews, uma abordagem inicia ao Blue Ocean Stretagy e o conceito de Coworking.

Mercados PALOP - Moçambique e Maputo


O mercado de Moçambique está a crescer fortemente sendo que as exportações de Portugal para Moçambique têm registado um aumento significativo. O número de portugueses a residir em Moçambique tem também tido um aumento notório, sendo que ascende actualmente a 25 000 pessoas, maioritariamente empresários e quadros superiores.

Expomos de seguida algumas características e números relativos a este mercado bem conhecido por nós, ao nível de Maputo e Moçambique. Os dados do mercado de Moçambique são importantes pressupostos de análise para o Plano de Negócios do seu projecto e constituíção de empresa em Moçambique.

A cidade de Maputo tem um total de 1 094 315 habitantes (segundo os sensos de 2007), o que traduz um aumento de 13.2% em 10 anos e pode ser explicado pelo desenvolvimento que a cidade está a ter. As previsões apontam para um crescimento de 17% na população de Moçambique. O Distrito Urbano de KaMpfumo (baixa de Maputo e zona do Polana) tem uma população de 107 530 habitantes, o que se traduz numa densidade populacional de 8960 hab./km2. Esta densidade populacional é bastante elevada comparada com a densidade populacional média de Maputo que é de 3162 hab./km2. A população é jovem (70% da população nativa tem menos de 35 anos).

Existem cerca de 14 000 Estabelecimentos Comerciais em Maputo, sendo que este número está a aumentar de forma significativa.
Em paralelo com o crescimento da população, do comércio e da economia, é de esperar também um bom crescimento na procura de serviços e comércio.
A restauração emprega actualmente cerca de 1000 pessoas em Maputo, sendo que no total a hotelaria (inclui unidades hoteleiras) emprega 3500 pessoas.
A acrescentar a estes números temos o elevado e crescente dinamismo no turismo, sendo que esta é uma zona altamente turística tanto através da oferta hoteleira como pela proximidade com o mar e outras tracções.
Se por um lado o crescente número de turistas estrangeiros, apresenta uma oportunidade para o desenvolvimento de ofertas turísticas em Moçambique, por outro não podemos negligenciar as oportunidades geradas pelo mercado interno. Assiste-se não só a uma crescente procura de serviços turísticos por parte dos moçambicanos e estrangeiros residentes, como também a um aumento do número de empresas nacionais e multinacionais instaladas no país, nos mais diversos sectores de actividade.
negocios em moçambique

Quanto ao Mercado externo de Moçambique, existiram em 2009 cerca de 1.000.000 de turistas estrangeiros. A taxa de crescimento anual de turistas estrangeiros ronda os 20%, sendo que esta tendência se tem afirmado nos últimos anos dado o crescimento económico, estabilidade política e segurança que o país oferece.
Existem cerca de 150.000 estrangeiros residentes em Moçambique, sendo que as últimas estimativas apontam para um forte aumento, uma vez que se verifica um bom crescimento da economia em Moçambique  e ao mesmo tempo se verifica uma forte crise na Europa.

Anualmente os hotéis moçambicanos têm 500.000 visitantes estrangeiros não africanos. A acrescentar, verifica-se a visita anual de cerca de 500.000 Sul Africanos. Em Moçambique os hotéis têm uma oferta de 21.000 camas (a oferta hoteleira aumentou muito desde o Mundial de Futebol da África do Sul), dos quais 14 000 só em Maputo, sendo este mercado uma potencial fonte de captação.


Relativamente à economia de Moçambique, após crescimentos do PIB acima de 7% em 2009, 2010 e 2011, prevê-se que o crescimento do PIB pode ascender a cerca de 10% até 2013, ignoranto por completo a crise que abraça quase todo o mundo e Portugal. Como se pode verificar no gráfico, as previsões de crescimento da economia moçambicana são optimistas.


Conte connosco para fazer crescer o seu negócio em Moçambique e restantes países PALOP. Contacte-nos e consulte os nossos serviços.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Crowdfunding - Alternativas de Financiamento


O Crowdfunding ou Financiamento Colectivo, está na moda e veio para ficar e é mais uma das formas de fazer Bootstrap financing à sua empresa.

O Crowdfunding consiste em financiar projectos através de plataformas onde a crowd (o público) financia individualmente com pequenos montantes, até perfazer a totalidade do financiamento necessário. Normalmente, os projectos apenas são financiados quando a crowd se compromete a financiar 100% ou mais do montante proposto.

O crowdfunding é normalmente utilizado para financiar projectos empresariais, start-ups, projectos artísticos, projectos filantrópicos entre outros. Os montantes podem ir de algumas centenas de Euros até aos milhões de Euros como é o caso do Rushmore Group que angariou  1 Milhão de Libras para expandir a empresa. Existem plataforma até que permitem financiamentos de vários milhões. No entanto, o mais habitual são financiamentos de alguns milhares ou poucas dezenas de milhar.

Calcula-se que em 2011 o total de financiamento a nível mundial da crowd tenha ultrapassado os $5 Biliões e o crescimento tem sido exponencial. No dia 5 de Abril de 2012 foi aprovada uma lei nos USA que permite já o financiamento numa óptica de investimento.

As vantagens e desvantagens do Crowdfunding podem ser algumas:
Vantagens: a plataforma acaba por ser uma excelente ferramenta de marketing para arrancar com o negócio; proporciona feedback sobre o projecto; forma económica de conseguir financiar os projectos.
Desvantagens: por vezes os montantes de financiamento são limitativos; a grande exposição do projecto pode motivar a cópia do mesmo; pode haver algumas leis a regular como é o caso do Equity Funding na Europa.

financiamento colectivo

Existem três principais modelos de Crowdfunding:

Crowdfunding por donativos e patrocínios: esta modalidade é utilizada principalmente para projectos artísticos, filantropia, projectos sociais e pequenas start-ups. As pessoas dão uma espécie de donativo e em troca têm uma recompensa como um exemplar do produto que a start-up vai produzir ou uma t-shirt ou uma recompensa moral. As recompensas raramente são monetárias e esta alternativa é a menos atractiva do ponto de vista financeiro.
Calcula-se que o Kickstarter, uma das maiores plataformas do mundo, financie actualmente uma média de $7 Milhões por mês.
São exemplos de Plataformas de Crowdfunding por donativos e patrocínios as da seguinte lista:





 Crowdfunding por pequenos empréstimos: esta modalidade é descendente do peer-to-peer lending e consiste no empréstimo de montantes que podem ascender às centenas de milhar a partir da crowd. Trata-se de um empréstimo puro com prazos definidos para financiar normalmente projectos empresariais e satrt-ups. Normalmente os juros variam de 6% a 10%, sendo  que pode ser uma remuneração interessante para a pessoa que empresta e uma boa alternativa para as start-ups que se financiam. Esta modalidade é muitas vezes usada para financiar projectos em países em desenvolvimento. As taxas de incumprimento são bastante reduzidas (menos de 2.5%) pois existe uma grande responsabilização da parte dos promotores dos projectos. Lista de plataformas:


Crowdfunding por investimento ou Equity Crowdfunding (participação nos Capitais Próprios): esta opção encontra-se em funcionamento apenas nos Estados Unidos onde foi feita passar uma lei no dia 05 de Abril. A SEC – Security Exchange Commission  - regula parte das transações. Esta é a opção mais atractiva para os investidores e promete revolucionar a forma como as empresas são financiadas. Nesta opção, principalmente direccionada a start-ups e outras empresas, as pessoas da crowd investem na empresa no sentido lato, tornando-se sócios/acionistas da mesma.
Os riscos do Crowdfunding por investimento (Equity Crowdfunding) podem ser superiores mas o potencial de rendibilidade é muito diferente: se a empresa crescer muito, o investimento também crescerá muito. Existe também um envolvimento emocional diferente uma vez que o sucesso da start-up será também o sucesso do investimento. Esta opção de financiamento vem democratizar o acesso ao financiamento de Capitais Próprios no mercado, permitindo a qualquer pessoa ter acesso a ser sócia de várias empresas com grande potencial de crescimento com montantes muito reduzidos. Nos Estados Unidos a SEC impôs algumas regras para o Equity Crowdfunding. Esta modalidade é a mais atractiva financeira e económicamente e vem democratizar o capitalismo ainda mais, uma vez que qualquer pessoa pode ser um Micro Business Angel.

http://www.crowdcube.com/ (O Crowdcube não tem a parte do equity funding a funcionar a 100% por falta de regulação).
http://www.appbackr.com/ o Appbackr permite ao investidor ter uma participação nas vendas e não no Capital.

Esperemos que em breve esta opção possa estar desregulamentada na Europa e em Portugal. Actualmente, a opção de Crowdfunding Equity Based não é possível na Europa devido às fortes regulações da CMVM e Cª.
modelos financiamento colectivo

Calcula-se que actualmente (2012):
71% dos projectos são financiados por donativos;
15% por empréstimos
14% por Capitais (Investimento) e a crescer...

Para a maioria das Plataformas é necessário um sumário executivo, Plano de Negócios e/ou um pitch. Contacte-nos para qualquer apoio necessário!

Linha de Crédito PME Investe III – Turismo


Portugal é, pela sua localização geográfica e diversidade gastronómica, um destino privilegiado para o turismo. Num país onde a produção de bens de consumo ligados ao sector primário é quase nula, o sector do turismo tornou-se um importante motor para a economia nacional. Face ao clima de crise económica que se faz sentir actualmente, a linha de crédito PME Investe III é um importante apoio à revitalização do sector do turismo. 

A PME Investe III é um programa de financiamento exclusivo para empresas do sector do turismo e conta com quatro linhas de crédito, a saber:
  • Linha Sector do Turismo: 
  1. Empreendimentos Turísticos e Actividades de Animação Turística;
  2.  Estabelecimentos de Restauração e Bebidas.
  • Linha Turismo de Habitação e Turismo em Espaço Rural;
  • Linha de Apoio à Tesouraria das Empresas do Turismo;
  • Linha de Apoio às Empresas da Região Oeste.
Esta iniciativa conta com o apoio do Turismo de Portugal e tem protocolo com vinte bancos  que operam em território nacional. 


Linha Sector do Turismo

Beneficiários:
  1. Empresas com actividade nas CAE especificadas;
  2. Empresas do sector do turismo, bem como outras que prestem serviços destinados exclusivamente a empreendimentos turísticos e a actividades de animação declaradas de interesse param o turismo.

Financiamentos Elegíveis:
  1. Investimento novo em activos fixos e fundo de maneio associado ao mesmo;
  2. Investimentos  em unidades hoteleiras ou em outros empreendimentos e actividades de interesse para o turismo                                                                      
  3. Serviço da dívida contraída para financiar a construção ou remodelação de unidades hoteleiras cuja exploração se tenha iniciado após 1 de Janeiro de 2006 ou cujo início de exploração ocorra até 31 de Dezembro de 2011.


Montante Máximo da Linha de Crédito: 500 Milhões de Euros.

Tipo de Operações: Empréstimos de médio e longo prazo.

Empreendimentos Turísticos e Actividades de Animação Turística

Montante Máximo por Empresa para Empreendimento distintos: 5.000.000 € ou 6.000.000 € para PME Líder.

Prazo: Até 15 anos, após a contratação da operação

Período de Carência: 24 meses (capitalização de juros e carência de capital), podendo este prazo ser superior desde que acordado com o Banco e a SGM.

Estabelecimentos de Restauração e Bebidas

Montante Máximo por Empresa: 200.000 €

Prazo: Até 4 anos ou 5 anos para as PME Líder, após a contratação da operação

Período de Carência: 18 meses (incluindo o período de utilização)

Para ambos os casos:
  1. Taxa de Juro da Empresa: Euribor a 3 meses + 1,5%.
  2. Comissões, Encargos e Custos: Operações isentas de comissões e taxas habitualmente praticadas. 
  3. Garantia: Cobertura de risco de crédito até 50% do capital em dívida, bonificação integral da comissão de garantia.




 Linha de Apoio à Tesouraria

Beneficiários: Empresas do setor do Turismo.

Financiamentos Elegíveis: Reforço de capitais permanentes a ser aplicado em: 
  1. Fundo de maneio;
  2. Amortização de contas correntes caucionadas e/ou liquidação de financiamento de curto prazo (até 1 ano).

Montante Máximo da Linha de Crédito: 100 Milhões de Euros.

Tipo de Operações: Empréstimos de médio e longo prazo.

Montante Máximo por Empresa: Até 1.000.000 € ou 6.000.000 € por grupo empresarial.

Prazo: Até 3,5 anos, após a contratação da operação.

Período de Carência: Até 12 meses (carência de capital).

Taxa de Juro da Empresa: Euribor a 3 meses, com a taxa mínima de 1,5%.

Comissões, Encargos e Custos: Operações isentas de comissões e taxas habitualmente praticadas. 

Garantia:
  1. Garantia prestada pelas SGM’s até 75% do capital em dívida em cada momento, totalmente bonificada;
  2. Outras garantias decorrentes da decisão de crédito, a ser constituídas, pari-passu, a favor da SGM e do FINOVA. 



Linha de Apoio às Empresas da Região OESTE

Beneficiários: empresas do sector do turismo com localização na região Oeste.

Financiamentos Elegíveis: apenas investimentos resultantes dos estragos provocados pelo temporal de Dezembro de 2009.

Tipo de Operações: Empréstimos de médio e longo prazo.

Montante Máximo por Empresa: Até ao montante do investimento relativo aos estragos deduzido do valor da indemnização pago pela Companhia de Seguros.

 Prazo: Até 3,5 anos.

Período de Carência: Até 12 meses.

Taxa de Juro da Empresa: Totalmente bonificada - Sem juros para a empresa.

Comissões, Encargos e Custos: Operações isentas de comissões e taxas habitualmente praticadas. 

Garantia:

  1. Garantia prestada pelas SGM’s até 75% do capital em dívida em cada momento, totalmente bonificada;
  2. Outras garantias decorrentes da decisão de crédito, a ser constituídas, pari-passu, a favor da SGM e do FINOVA. 

Para beneficiar de qualquer um destes apoios a empresa não pode ter incidentes não justificados ou incumprimentos junta da Banca, e que não pode estar em classe de rejeição de risco de crédito e tem que ter a situação regularizada junto da Administração Fiscal e da Segurança Social.


Para mais informações consulte a Up To Start - Consultoria e Projectos de Investimento e a informação disponível no nosso site em www.uptostart.com.







Modalidades de Confirming - BES Express Bill


O BES Express Bill é uma solução de gestão de pagamentos, idêntica ao confirming, que permite às empresas gerirem os seus pagamentos, assegurando aos seus fornecedores os recebimentos nas datas dos vencimentos e possibilitando-lhes a antecipação dos fundos. O comprador acede à sua conta na plataforma online BESnetwork e executa uma “ordem de pagamento a prazo” ao abrigo de um plafond previamente aprovado, a favor do vendedor que receberá uma notificação via email ou sms da existência dessa mesma ordem. Após a receção da ordem, o vendedor tem a possibilidade de antecipar o recebimento dos fundos que tem a receber do seu cliente, ou não recebendo assim apenas na data de vencimento.
                 
                A solução BES Express Bill do Banco Espírito Santo beneficia o comprador disponibilizando-lhe crédito de tesouraria a baixos custos e aumentando o seu poder negocial junto dos seus fornecedores. Para o vendedor esta é também uma operação vantajosa, na medida em que garante os seus recebimentos na data de vencimento das faturas, ao mesmo tempo que lhe permite antecipá-los com custos reduzidos. O BES Express Bill melhora ainda o perfil de risco tanto do emitente como do beneficiário da operação, contribuindo positivamente para o Rating de ambas as partes.

Como funciona o Confirming e o BES Express Bill?


O confirming BES Express Bill tem os seguintes passos conforme espelhado na figura:
1 - A empresa compradora (cliente do BES), envia para o banco via online a relação das ordens de pagamento das facturas.
2 - O banco notifica os fornecedores "vendedores" com o aviso da ordem de pagamento do cliente.
3 - Estes fornecedores decidem se querem antecipar o pagamento das facturas (funciona como Conta Corrente) ou se o pagamento é feito na data de vencimento;
4 - Na data de vencimento das facturas o banco debita a conta do cliente com o valor das respectivas facturas. Caso a conta à ordem não tenha saldo, o banco assegura o pagamento com débito na Conta Corrente. 

Vantagens e Desvantagens do Confirming

Para a empresa cliente (emitente):
- Maior controlo dos custos administrativos pois o banco encarrega-se do envio dos documentos entre cliente e fornecedor;
- Reconciliação bancária automática que facilita a contabilidade;
- Redução de erros na emissão dos pagamentos;
- O Confirming permite melhoria da capacidade negocial do cliente junto do fornecedor mas vez que o fornecedor tem os pagamentos das facturas garantidos pelo banco;

Para o  fornecedor (beneficiário):
- Acesso fácil ao crédito do valor da antecipação das facturas;
- Acesso a crédito mais simples e onde as garantias estão do lado do cliente;
- Não existe "recurso" como no factoring;
- Flexibilidade;
- Possibilidade de reduzir em muito os prazos médios de recebimento através do Confirming;
- Flexibilidade: o fornecedor pode pedir a antecipação só de algumas facturas;
- Não é necessário ter conta no mesmo banco que o cliente emitente para beneficiar do confirming. 


O Confirming pode enquadrar-se no conceito de financiamento Bootstrap, principalmente para o lado do cliente (emitente) que aumenta a capacidade negocial junto de fornecedores, e consequentemente os plafonds de crédito destes.
Consulte-nos para mais informações. 

terça-feira, 29 de maio de 2012

Empreendedorismo Solidário - Coworking


Hoje em dia ser empreendedor e criar o seu próprio emprego não implica estar isolado.

Surgiu, nos Estados Unidos, em 1999, um conceito que iria revolucionar o mercado do trabalho. Nesse ano, o game designer Bernie DeKoven cunha o termo cowork que descreve como o trabalho em conjunto, desenvolvido entre diversos técnicos que tinham o computador como ferramenta de trabalho. Contudo, em 2005 o conceito de cowork é usado por Brad Neuberg para descrever um espaço físico, onde elementos de diversas áreas trabalhavam independentemente e partilhavam o mesmo local de trabalho. Desde então, o coworking tem crescido como modelo alternativo ao tradicional escritório e até ao trabalho a partir de casa.

O coworking pressupõe a partilha de um espaço de trabalho em que todos os trabalhadores têm a sua actividade laboral e não dependem de uma organização central comum. Este modelo está especialmente direcionado para empreendedores em nome próprio, freelancers, mas também para pequenas empresas ou start-ups que vêm no coworking uma oportunidade para conviver com parceiros com experiências e ideais semelhantes. O grande objectivo dos espaços de coworking é combater o isolamento do mundo do trabalho fora das grandes e médias estruturas empresariais, ao juntar profissionais de diversas áreas que estejam interessados em criar novas sinergias, o coworking aposta num novo modelo de trabalho que privilegia as relações humanas e o trabalho em parceria.

coworking

Os espaços de coworking não são incubadoras de empresas. Estes espaços, ao contrário dos ninhos de empresas, são projectos com base em processos sociais, de cooperação e de natureza informal. O modelo do coworking assemelha-se ao de uma comunidade, que se rege por normas de índole mais cooperativista, enquanto as incubadoras de empresas apostam no crescimento autónomo dos projectos.  

Regra geral o espaço de coworking oferece duas soluções base: a mesa de trabalho ou o escritório. Qualquer um deles inclui o uso de uma sala loundge, cafetaria, espaços sociais e salas de reuniões.

Para mais informações sobre ajudas à criação do seu próprio emprego consulte o nosso site em www.uptostart.com.


segunda-feira, 28 de maio de 2012

Forças e Dimensões na Criação de Empresas

Forças e Dimensões  na Criação de Empresas


É certo que nem todos têm uma tendência inata para o empreendedorismo, mas o verdadeiro empreendedor de sucesso cria-se munido de formação e informação adequadas, aprendendo com os próprios erros. É necessária muita vontade de aprende e capacidade de auto-aprendizagem. Não obstante, a maioria dos empresários não têm competências de gestão que lhes permita o desenvolvimento de uma nova empresa. Este facto não é nenhuma barreira uma vez que as ferramentas necessárias também se aprendem. Assim, para se ser empreendedor é importante:
·        Saber avaliar os pontos fortes e oportunidades, pontos fracos e ameaças dos diferentes tipos de empresas; Identificar novas oportunidade de negócio e identificar oportunidades de expansão seja dentro do mesmo mercado ou para novos mercados;
·        Compreender todas as variáveis inerentes ao negócio e ao processo de dos projectos; Podem existir milhares de variàveis em cada negócio que estão ligadas aos diferentes stakehoolders - clientes, fornecedores, sócios, trabalhadores. Existem ainda outras ponderações como o próprio mercado, os produtos e serviços, custos e modelo de negócio;
·        Avaliar as competências internas, que competências devem ser internas ou subcontratadas e detetar as áreas onde pode delegar tarefas; Ter a humildade para reconhecer quando se deve pedir ajuda ou subcontratar algo que não é o core business da sua empresa. É necessário todo o focus na actividade principal;
·        Avaliar as várias formas de modelo de negócio e de monetização do produto/serviços;
·        Maximizar a importância das equipas, melhorar a liderança e a motivação das equipas;
·        Delinear as formas de intervenção no mercado, a distribuição e o marketing; Ter uma excelente abordagem comercial;
·        Posicionar muito bem a empresa e usar todas as ferramentas ao alcance como o Plano de Negócios, Plano de Maerketing e Estudo de Viabilidade Económica e Financeira;
·        Aceitar as falhas. A maioria dos empreendedores falha algum dia. O importante é manter o trabalho e o focus com muita paixão.
. Avaliar a capacidade financeira para financiar o projecto;
. Nesta lista também poderiam entrar os factores de sucesso para projectos;
Existem entretanto muitas variáveis, internas e externas à empresa e todas elas devem ser consideradas e ponderadas. Uma têm mais peso, outras não. Umas daptam-se mais a determinados negócios, outras não. No entanto, o mais cedo possível o empreendedor deve de ter em conta todas elas. Todas elas devem estar espelhadas no Plano de Negócios da empresa. O quadro seguinte assemelha-se às forças de Porter, abordando no entanto outras forças e dimensões do negócio.

dimensao nova empresa

Seis apoios para criar a sua própria empresa


Existem vários apoios e incentivos que permitem à maioria das pessoas financiar os seus projectos de empresa. Desde linhas de financiamento com juros bonificados, microcrédito, programas de apoio a desempregados para receber o subsídio de desemprego de uma só vez e apoios comunitários e investidores. Tudo depende das necessidades de financiamento e do tipo de projecto.

Se tem um projecto de empresa ou uma ideia de negócio que gostava de concretizar mas não tem dinheiro, é importante saber que existem várias alternativas e hipóteses de financiamento para o seu projecto. Actualmente, não ter dinheiro para criar a sua empresa já não é desculpa.

Lê também Oito Incentivos para a sua empresa

Existem várias alternativas que vão desde financiamentos bonificados pelo estado, microcréditos, recebimento da antecipação das prestações de desemprego pelo IEFP (o PAECPE), financiamento por Business Angels e Capitais de Risco e até alternativas de Bootstrap.

1 – Antecipação das subsídio de desemprego:
O PAECPE – Programa de Apoio ao Empreendedorismo e à Criaçãodo Próprio Emprego, gerido pelo IEFP, permite apoiar desempregados a criar o seu próprio emprego, permite apoiar a criação de empresas por desempregados através de 4 fontes de financiamento complementares:
            a) Antecipação das prestações de desemprego, i.e. o desempregado recebe de uma só vez a totalidade do subsídio;
            b) Majoração do financiamento referido no ponto a) que consiste na atribuição de um subsídio que normalmente não ultrapassa poucos milhares de euros;
            c) Microinvest para financiamentos até €25 000.00 no âmbito do PAECPE. Trata-se de uma linha de financiamento bonificada e com condições preferenciais;
            d) Invest + para financiamentos de €25 000.00 a €100 000.00 no âmbito do PAECPE. É também uma linha bonificada e com condições preferencias como o Microinvest.
As linhas referidas – Microinvest e Invest +, integradas no PAECPE - permitem o financiamento de projectos até €200 000.00. Para candidatar-se a estas linhas necessita de apresentar a candidatura acompanhada com um Plano de Negócios que sustente o projecto.

2 – Microcrédito puro
Quando falamos em microcrédito falamos no microcrédito que é concedido com o apoio da ANDC – Associação Nacional de Direito ao Microcrédito e protocolada com o BES, MillenniumBCP e CGD. Tratam-se de financiamentos até ao máximo de €10 000.00 destinados normalmente à constituição de novas empresas e financiamento de start-ups. Um dos objectivos do microcrédito é a constituição de empresas.

3 – Linhas de crédito PME Crescimento
A linha PME Crescimento é a linha de financiamento bonificada pelo estado que veio suceder às linhas PME Investe. O PME Crescimento possui duas sub-linhas, uma para micro empresas cujo financiamento máximo é €25 000.00 e pequenas empresas cujo montante máximo de financiamento é de €50 000.00. A linha PME Crescimento geral permite financiamentos até €1 000 000.00 para empresas não exportadoras e €1 500 000.00 para empresas exportadoras. O PME Crescimento permite o enquadramento de empresas em início de actividade – Start-ups. Necessita igualmente de apresentação de candidatura.

4 – Apoios comunitários
Linhas de financiamento QREN que permitem por vezes o financiamento de projectos Tecnológicos ou de empresas Exportadoras, como é o caso das linhas QREN Sistema de Incentivos à Inovação, Qualificação e Exportação.

5 – Linhas FINICIA
O FINICIA é uma linha protocolada com os bancos BPI, Millennium, Santander e BES que permite no caso do BPI financiamentos até €25 000.00 e nos restantes bancos financiamentos de €25 000.00 a €100 000.00. Trata-se de uma linha especial para Start-ups e Early-stages (empresas com menos de 3 anos de actividade ou novas empresas) com juros bonificados. Mais uma vez para obter financiamento através da Linha FINICIA, é necessária a apresentação de Plano de Negócios e Projecto de Investimento.

5 – Financiamento do projecto por Business Angels e Capitais de Risco
Normalmente os Business Angels financiam projectos diferenciados, na área das tecnologias, projectos inovadores, na área da internet e acima de tudo escaláveis (i.e. com grande potencial de crescimento e possibilidade de expandir a nível mundial). O Business Angel além de financiar o projecto pode também dar apoio como mentor. Já no caso das Sociedades de Capital de Risco (empresas cujo objectivo é investir noutras empresas com um enquadramento jurídico próprio), investe-se normalmente em empresas com algum histórico no mercado ou algumas provas dadas. Os Business Angels encontram-se normalmente organizados em Associações de Business Angels.

financiamento start-up

 6 – Bootstrap
Bootstrap é um pouco como...esgravatar e procurar todas as fontes de financiamento possíveis incluindo o apoio da família, pontos anteriormente falados, concursos de empreendedorismo, etc. Leia mais sobre o Bootstrap e técnicas de Bootstrapping. 

Financiamento para Jovens Empresários


A CGD (Caixa Geral de Depósitos) em parceria com a ANJE (Associação Nacional de Jovens Empresários) desenvolveu uma nova linha de crédito para financiar projectos de jovens empresário. A diferença desta solução para com a linha Caixa Jovem Empreendedor está na validação prévia do projecto e apoio aos proponentes que a ANJE presta aos seus associados antes de avançar com o financiamento.

Esta ajuda financeira, a Caixa Jovem Empreendedor, está aberta a jovens até aos 40 anos que mostrem capacidade para promover, criar, expandir ou modernizar o seu próprio emprego. A linha contempla pequenos negócios, sociedades recentemente constituídas ou em fase de constituição, desde que o capital social das mesmas seja maioritariamente detido por jovens até 40anos.

O montante máximo para o empréstimo ao abrigo da Caixa Jovem Empreendedor é de 50 mil euros e pode ser feito sob a forma de empréstimo mútuo ou abertura de crédito simples. A oferta de 3 meses de carência, para a amortização de juros e capital, é aplicada às duas modalidades.

O prazo de reembolso para empresas que se pretendem expandir ou modernizar é de 60 meses, contudo para as start-ups a Caixa estende o prazo até aos 72 meses. Em qualquer dos casos a taxa de juro é sempre a Euribor a 3 meses à qual acresce um spread de 3% e prevê a possibilidade de amortizações antecipadas, sejam elas parciais ou totais.

Esta concessão de crédito pela Caixa Jovem Empreendedor está sempre sujeita a uma garantia, que pode ser formulada sob a forma de aval ou outra conforme o previsto pela Caixa. Se o empresário decidir pelo crédito sob a forma de mútuo o capital será entregue na sua totalidade na data de assinatura do contrato com a CGD, se for sob a forma de abertura de crédito simples o mesmo capital será entregue faseadamente, em tranches trimestrais, no montante e respectivo período de utilização previamente acordado com a CGD.


Seja qual for a forma de financiamento da qual o seu negócio poderá vir a beneficiar é sempre fundamental a consulta de um serviço especializado e a elaboração de um plano de negócios. Para mais informações consulte o site da Up To Start em www.uptostar.com.
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