A crise económica que assombra o país chega aos bolsos da
EDP. A empresa que apresentou lucros anuais de dois mil milhões de euros, só
nos últimos três anos, vê a produção das suas barragens descer 75% e o consumo
3,7%. Aliada à crise, a EDP culpa ainda a seca que assola o país. O tempo seco
fez também descer a produção de energia eólica em cerca de 10%.
As perdas da EDP fazem crescer o investimento noutras
fontes de energia. A própria empresa admitiu ter recorrido ao mercado do carvão
para compensar os efeitos da seca e reativar as centrais térmicas. Segundo a
CMVM (Comissão do Mercado de Valores Mobiliários), neste primeiro trimestre, a
produção nas centrais a carvão teve um aumento de 219%. O mercado do gás
natural também sentiu o efeito positivo da seca, mas, ao contrário do carvão,
porque o seu preço está indexado ao preço do petróleo ainda registou uma quebra
de 30%.
Numa época em que se procuram alternativas económicas à
crise, o vencedor parece ser o sector dos fotovoltaicos. A situação privilegiada
do país, em termos de exposição solar, tem sido um incentivo ao crescente
investimento na produção de energia solar. A actual legislação afecta ao sector
imobiliário é também impulsionadora do financiamento ao mercado dos painéis fotovoltaicos.
Sem comentários:
Enviar um comentário