Portugal Start-Up: Julho 2012

terça-feira, 31 de julho de 2012

Lista de Incubadoras de Empresas em Portugal

Lista de Incubadoras de Empresas em Portugal


As Incubadoras de Empresas ou Ninhos de Empresas têm como objectivo apoiar empresas na sua fase inicial, startup e early-stage, disponibilizando espaço para escritório e outros recursos a preços mais acessíveis.

Estas Incubadoras de Empresas ou Ninhos são normalmente geridas por 4 tipos de entidades que têm também por vezes diferentes objectivos:
- As Incubadoras de Empresas nas Universidades têm como objectivo apoiar spin-offs das universidades e estão inseridas nas próprias;
- As Incubadoras associadas a Municípios e têm como objectivo apoiar o empreendedorismo de base local;
- Incubadoras de Empresas geridas por associações empresariais;
- Incubadoras de Empresas Privadas;

Muitas vezes, são oferecidos às empresas serviços adicionais como serviços de recepcionista, atendimento telefónico, acesso à internet, salas de reuniões, actividades de networking e formação, além de um ecossistema empreendedor.

As Incubadoras de Empresas têm por vezes também o serviço de escritório virtual e parcerias para prestação de outros serviços.

O objectivo é apoiar a empresa na sua fase de arranque, devendo esta abandonar a Incubadora de Empresas ao final de poucos anos (cerca de 3).
Algumas das incubadoras estão também inseridas em parques tecnológicos e são destinadas a empresas de base tecnológica. Algumas incubadoras e ninhos podem ainda ter alguns pontos em comum com escritórios de Coworking

Caso se queira aderir a uma Incubadora de Empresas onde seja necessário elaborar uma candidatura com Estudo de Viabilidade, conte conosco.
incubadora de empresas
Fonte:  http://zedassilva.blog.uol.com.br/


Lista de incubadoras

Esta é a lista de Incubadoras de Empresas em Portugal e respectivos websites:
- Incubadora de Empresas da Universidade de Aveiro (IEUA) : www.ua.pt/ieua
- Startup Lisboa http://startuplisboa.com/ NOTA: A Startup Lisboa vai lançar em breve (2012), em Lisboa, Entrecampos, um novo espaço de incubação com 42 novos espaços no edifício da EPUL. A incubação nestes espaços não deverá exceder os 18 meses.
- Ninhos ANJE: http://www.anje.pt/ Aveiro, Faro, Maia, Matosinhos, Trofa e Algés
- Fundação da Juventude http://www.fjuventude.pt/
-  IEFF - Incubadora de Empresas da Figueira da Foz http://195.8.58.164/index.php?mid=4&zona=INCUBADORA%20DE%20EMPRESAS
- Incubadora de Santo Tirso http://www.tectirso.com/
- Incubadora em Rede da UA – Águeda : www.ua.pt/ieua
- AITEC Empresário Digital http://www.aitec.pt/emp_digital.html
- Centro de Incubação e Desenvolvimento Lispolis http://www.lispolis.pt/espaco/cid-incubacao-do-seu-novo-empreendimento
- CINTEC - Centro de Incubação de Empresas do Parque Tecnológico da Mutela http://www.caixadimagens.pt/cintec/
- Ninho de Empresas do Porto
- Ninho de Empresas de Castelo de Paiva
- CACE do Algarve
- CACE da Península de Setúbal
- CACE do Nordeste Transmontano
- CACE da Beira Interior
- CACE de Vale do Ave
- CACE do Vale do Sousa e Baixo Tâmega
- CACE Cultural do Porto

domingo, 29 de julho de 2012

CGD lança linha de 1550 Milhões para Capitalizar Empresas

A CGD - Caixa Geral de Depósitos, anunciou este mês que vai lançar novas linhas de financiamento composto de forma a apoiar Médias e Grandes Empresas em Portugal.


Os 1550 Milhões vão estar divididos dentre 3 tipologias de financiamento:
- Uma linha de Capitalização de 500 Milhões (para financiar Capitais Próprios);
- Uma linha de Fundos de Fundos de 500 Milhões; e
- Capital de Risco de 500 Milhões;


Ainda falta no entanto bastante informação quanto à tipologia de financiamento ao certo e condições.


Uma destas linhas deverá conter o fundo Mezzanine que deverá consistir num financiamento híbrido entre Capitais Próprios e passivo da empresa. 
O Fundo Mezzanine da Caixa deverá financiar o passivo das empresas, podendo ser convertido por exemplo em acções destas, apoiando por exemplo um lançamento em bolsa.
Ao que sabemos o Fundo Caixa Mezzanine será renovado, já que a versão anterior nunca concluiu um financiamento bem sucedido. 


Foi referido também que as novas linhas de Capitalização da Caixa vão ter o apoio das Sociedades de Garantia Mútua. 
fundos caixa

Consulte ainda outras linhas de financiamento disponíveis actualmente em Portugal, como:
PAECPE se estiver desempregado;
FINICIA para startups e early-stages;
- PME Crescimento para todas as empresas e startups; 
- QREN Invest.


Contacte a Up to Start para qualquer esclarecimento e para fazer o pré-enquadramento da sua empresa!

sábado, 28 de julho de 2012

Renda dos Escritórios em Lisboa vai cair


Boas notícias para quem tem ou vai começar uma empresa e precisa de Escritório em Lisboa.

Apesar de se ter verificado uma queda de 17% na área de escritórios arrendada em Lisboa em 2011 e da taxa de desocupação ser actualmente de 11,4%, a oferta de escritório continua a aumentar.

Além de se terem multiplicado os espaços de coworking nos últimos 3 anos, está prevista até 2014 a conclusão de 10 novos edifícios de escritórios em Lisboa que totalizam uma área de 84 mil m2, refere a consultora Aguirre Newman. Em 2011 tinha também sido concluída a construção de 60 mil m2 de escritórios novos.
Com este aumento significativo de oferta de novos espaços e tendo em conta a actual conjuntura, é de esperar uma queda no preço dos escritórios em Lisboa.
escritorios lisboa startup

Também se espera a abertura de outros espaços, como é o caso de uma nova incubadora da Startup Lisboa, desta vez a localizar-se em Entrecampos no novo complexo construído pela EPUL. 

sábado, 21 de julho de 2012

Linha Invest QREN - Financiamento a empresas

A nova linha Invest QREN que vai estar disponível a partir do dia 16 de Agosto, visa financiar as PME Portuguesas, tendo uma dotação total de 1000 Milhões de Euros.
A banca portuguesa, através do representante da Associação Portuguesa de Bancos, Dr. Faria de Oliveira, assumiu já que está preparada e que tem capacidades para financiar as empresas ao abrigo da linha Invest QREN.

O montante de 1000 Milhões da Invest QREN é dividido entre 500 Milhões do Banco Europeu de Investimento e outros 500 Milhões da banca nacional.
Apesar do protocolo ainda não ter sido disponibilizado, ao que se sabe, o Invest QREN permite financiamento de prazos até 8 anos, carência de 2 anos e taxa máxima de cerca de 5%, à semelhança da linha PME Crescimento. É também exigida uma dotação de Capitais Próprios mínima de 10% do valor do projecto (ou Autonomia Financeira mínima do projecto de 10%), i.e. se por exemplo a empresa pretende investir €100 000.00, pelo menos €10 000.00 devem ser Capitais Próprios (devendo ser analisadas as várias formas de entrada de Capitais Próprios e possíveis movimentos na contabilidade).

Características Invest QREN (a actualizar):
- Montante total da linha: 1000 Milhões de Euros;
- Montante máximo por empresa: projectos até 4 Milhões de Euros;
- Elegibilidade de startups e early-stages: não disponível;
- Enquadramento de micro e pequenas empresas: sim;
- Prazo máximo do financiamento: 8 anos (trata-se de um prazo alargado e vantajoso);
- Período de carência máximo: 2 anos;
- Taxa de juro (TAE) máxima: 5%.
- Ainda não é claro se a linha se destina apenas a anteriores beneficiários do QREN;
- Entidade Gestora da Linha: SPGM - Sociedade Portuguesa de Garantia Mútua;

À semelhança das linhas PME Investe e PME Crescimento, a linha Invest QREN terá intervenção das Sociedades de Garantia Mútua – Lisgarante, Grval, Norgarante e Agrogarante.

Consulte ainda otras alternativas de financiamento ao Invest QREN:
Além da linha Invest QREN, há outras linhas que podem ser interessantes para a sua empresa ou projecto:
- PAECPE se estiver desempregado;
- FINICIA para startups e early-stages;
- PME Crescimento para todas as empresas e startups;

Consulte-nos para obter mais informações sobre esta e outras linhas de financiamento a empresas. Seja o primeiro a saber das condições da linha e solicite-nos um pré-enquadramento. 

terça-feira, 10 de julho de 2012

Etapas na constituição de uma empresa e Pacto Social


A  Constituição da empresa implica uma série de etapas e formalidades que visam legalizar a actividade e registar a empresa junto da conservatória, para efeitos de estatística, junto das Finanças e Segurança Social.
Apesar da Constituição da Empresa ter sido simplificada continua a requerer alguma burocracia e alguns conhecimentos técnicos. É importante também salvaguardar no Pacto Social vários aspectos da actividade da empresa e a relação entre sócios e investidores.

1ª Etapa Escolha de nome para a empresa.
O nome tem de ser simples, objetivo e relacionado com o negócio. Apresentar também o logótipo e símbolo da empresa no RNPC – Registo Nacional de Pessoas Colectivas. O certificado de admissibilidade é o documento onde ficará gegistado o nome da empresa e nomes comerciais.

2ª Etapa Elaboração do Pacto Social.
O número de cláusulas que regem o Pacto Social. O Pacto Social ou Contrato de Sociedade pode ser mais ou menos extenso e incluir outras Cláusulas. Deve adaptar-se à realidade da empresa, aos sócios, investidores e prever também a resolução de conflitos entre sócios. A elaboração do Pacto Social deve reger-se por principios de continuidade e por vezes pode ser necessária a intervenção de um Advogado da área do direito das Sociedades Comerciais ou uma consultora com a Up to Start para assegurar que o Pacto Social ou Contrato de Sociedade assegura todos os aspectos jurídicos.

Exemplo de Pacto Social:
1ª Cláusula
Escolha do nome e objetivo social (qual a área de negócio; que serviços vai prestar …)
2ª Cláusula
Definição dos sócios (identificados corretamente se são casados, e em que regime, o nome do seu conjugue e respetivos números de identificação e respetivos documentos e moradas …)
3ª Cláusula
Capital social e respetivas quotas (deve-se fazer o depósito até 3 dias depois da escritura)
4ª Cláusula
Sede da empresa (a morada da empresa; deve ser sempre um local neutro, nunca a morada de residência)
5ª Cláusula
Prestações suplementares limitadas (os empréstimos feitos pelos sócios à empresa deve ser até certo limite estipulado por todos os sócios)
6ª Cláusula
Preferência na cedência de quotas (os restantes sócios devem ter preferência de compra das quotas.
A lei permite a subsecção:
Na continuação da preferência (quando morre um sócio, os herdeiros tem direito a subsecção, isto é ao lugar do pai na empresa)
7ª Cláusula
Pode referir-se à abertura de filiais/ sucursais a nível do país ou fora dele.

- - - 

3ª Etapa – Escritura da empresa no Cartório Notarial ou CRC. Em alternativa pode-se recorrer à Empresa Online ou Empresa na Hora

4ª Etapa – Registo Comercial – o Registo Comercial vem publicitar a situação jurídica da empresa, que se reflecte por exemplo no Portal da Justiça.

5ª Etapa – Dar início da atividade nas finanças (é necessário o NIB da empresa).

6ª Etapa – Registar a empresa na Segurança Social. 

Consulte também outros procedimentos para consituição legal da empresa.

constituir empresa up to start

segunda-feira, 9 de julho de 2012

O Microcrédito em Portugal


Revista Negócios Portugal - Jornal i - Edição de 07 de Julho de 2012

O Microcrédito em Portugal

É inquestionável a importância do microcrédito no apoio ao empreendedorismo em Portugal. Esta tipologia de investimento permite o acesso a montantes de financiamento reduzidos para o investimento em projectos de pequena dimensão e tem ganho cada vez mais importância dada a conjuntura.

Todos os anos mais de 2500 projectos são apoiados pelo PAECPE – Programa de Apoio ao Empreendedorismo e à Criação do Próprio Emprego, uma linha gerida pelo IEFP que tem como objectivo apoiar a criação de empresas por desempregados. O PAECPE tem desempenhado um importante papel no apoio ao empreendedorismo em Portugal sendo muitas vezes o incentivo necessário à criação de pequenas empresas que muitas vezes se revelam grandes negócios.

O PAECPE traduz-se principalmente em três diferentes apoios:
- A antecipação das prestações de desemprego (recebimento de uma só vez do subsídio de desemprego) para apoiar o investimento na nova empresa através de Capitais Próprios;
- Linha de financiamento Microinvest, também inserida no Programa Nacional de Microcrédito que se reveste numa forma de microcrédito e financia até € 20 000.00 com um prazo de sete anos, dois anos de carência de capital e o primeiro ano com comissões e juros totalmente bonificados pelo IEFP;
- Linha de financiamento Invest + que financia projectos de dimensão ligeiramente superior, sendo esta componente de financiamento bancário entre os €20 000.00 e os €100 000.00 para projectos que não ultrapassem um montante total de €200 000.00. Os prazos da linha Invest + são iguais à linha Microinvest;

Ambas as tipologias de financiamento Microinvest e Invest + podem complementar a antecipação das prestações de desemprego e são destinados, tal como o próprio nome indica, a desempregados que apresentem um projecto que origine, pelo menos, a criação do seu emprego a tempo inteiro através da criação de empresas ou da aquisição de capital social de empresa existente. As linhas Microinvest e Invest + encontram-se protocoladas com todos os bancos comerciais em Portugal e são garantidas pelas Sociedades de Garantia Mútua. Ambas as entidades analisam a viabilidade dos projectos apresentados, havendo uma enorme mitigação do risco de financiamento da banca através da intervenção das Sociedades de Garantia Mútua.

Outra vertente de Microcrédito em Portugal, é o microcrédito no âmbito das soluções de crédito com garantia do Programa FINICIA que permite o acesso a apoios do estado através do IAPMEI. Este programa pretende facilitar o acesso ao financiamento a Start-ups e ealry-stages (empresas com menos de 3 anos de actividade) e abrange desde o financiamento bancário garantido pelas Sociedades de Garantia Mútua ao financiamento por Business Angels e Sociedades de Capital de Risco.

A componente de financiamento bancário do FINICIA pode alcançar os €100 000.00, existindo no entanto a tipologia microcrédito para financiamentos até €25 000.00. Esta linha apresenta também condições vantajosas para empresas em início de actividade, de acordo com as condições protocoladas com a banca.

Finalmente, a ANDC – Associação Nacional de Direito ao Microcrédito, promove o acesso ao microcrédito na sua forma mais pura. Esta tipologia de microcrédito financia o montante máximo de €10 000.00 principalmente para empreendedores com mais dificuldade em aceder ao crédito “tradicional” para financiar micro projectos que necessitem de montantes reduzidos de investimento. Encontra-se protocolada com vários bancos portugueses.



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