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sábado, 11 de fevereiro de 2012

ABC do Empreendedorismo (Parte I)

O Empreendedorismo... mas o que é o empreendedorismo? Porquê? Como? Quando? Quais as abordagens empíricas e académicas? O que contribui para a sociedade? O que é preciso para se ser empreendedor? É preciso constituir 15 empresas aos 25 anos de idade?
É para responder a estas questões que o blog Portugal Start Up criou a série ABC do empreendedorismo, onde esperamos contribuir um pouco para a criação de valor no mercado que cria valor, o empreendedorismo!

O Empreendedorismo origina criação de riqueza, envolve criação de “empresas”, empreendimentos, projectos, criando algo que não existia anteriormente, Cria inovação (algo que altera a taxa de rendibilidade dos recursos), Cria mudança, Cria valor, Cria empregabilidade e postos de trabalho.

O enfoque do empreendedor:
– é inspirar, arrastar outros para os seu(s) projecto(s).
– é opportunity oriented. (orientado para as oportunidades)

O enfoque do gestor:
– é motivar outros para os seu(s) projecto(s).
– é resource driven (orientado para os recursos).

Mulheres Indianas revelam-se excelentes empresárias após algumas aulas de empreendedorismo.
– O empreendedorismo é um processo. É algo que diz respeito a uma série de acções sequenciais que levam a um determinado objectivo. Não é um acto isolado.
– Processo através do qual indivíduos ou grupos criam valor (algo que é útil) reunindo combinações únicas de recursos (inovação), para explorar uma oportunidade existente na envolvente.
– Oportunidade: Conjunto favorável de circunstâncias que criam uma necessidade ou uma abertura para um novo conceito de negócio, num determinado tempo e num determinado espaço.

Empreendedorismo não é…
- Estabelecer e gerir uma pequena empresa.
- Um acto isolado que acontece por acaso – Exige Paciência, Persistência,
- Correr riscos desmesurados (wild risks).

- O empreendedorismo é correr risco calculados.
- O empreendedor procura identificar de uma forma sistemática os riscos financeiros, técnicos, de mercado e outros específicos ao empreendimento, por forma a minimizá-los ou eliminá-los.
- O empreendedor não se preocupa com os Activos, mas focaliza-se nos Liability (a origem dos fundos para poder tornar possível o seu projecto).

 Empreendedorismo não é…
- Inato. Existe em potência em todos nós. Envolve a acumulação de competências que se adquirem ao longo da vida.
- Ganância ou desejo de sucesso. São antes motivados por uma necessidade de realização pessoal (embora com fins lucrativos claro, é com o dinheiro que vivemos!)
- Acto isolado.
- Não existe um único tipo de empreendedor, uma fórmula única. Não é definido por sexo, estatuto social ou idade. Há diferentes tipos de empreendedores.

Empreendedorismo não é…
- Ter acesso a muito capital. Não é necessário ter muito dinheiro. O empreendedorismo tem a haver sobretudo com saber agarrar oportunidades.
- Uma questão de sorte. A sorte constrói-se.
- Começar com um produto ou serviço novo (a génese do empreendedorismo é a oportunidade).

Existe uma oportunidade quando:
• Existe uma necessidade no mercado;
• Existe algum grau de insatisfação com os produtos/serviços actuais por parte do mercado (utilizadores);
• Os custos de mudança são desprezáveis. Mesmo que os clientes estejam insatisfeitos, os custos de mudança podem ser tão elevados que a inviabilizam.
• As vantagens oferecidas são facilmente percebíveis pelo mercado.

Steve Jobs. Thomas Edison, Marconi e Henry Ford estão a olhar para ele.

 Empreendedorismo não é…
- Desestruturado e caótico. Antes pelo contrário. Quanto mais organizado for o empreendedorismo maiores serão as suas hipóteses de sucesso.
- Sinónimo de falhanço para a maior parte dos empreendimentos (empresas). Ser empreendedor não significa falhar mas se acontecer será sempre uma oportunidade de aprendizagem. Deve haver persistência.


Clique aqui para ir para ABC do Empreendedorismo - Definição de Empreendedorismo (Parte II).

terça-feira, 15 de maio de 2012

ABC do Empreendedorismo - Factores de Sucesso e Proposta de Valor (Parte IV)




Existem muitas, muitas variáveis mesmo para o sucesso de uma empresa. Cada negócio é um negócio. No entanto, existem alguns Factores e Sucesso para os Negócios que a maioria das empresas tem em comum. Estes factores chave para o sucesso, devem ser validados e mensurados aquando do planeamento da empresa, quando se realiza o Plano de Negócios e o Estudo de Viabilidade Enconómica e Financeira, desta, e quando se estuda os pressupostos da actividade da empresa. Entre factores para o sucesso temos:

1. Se está dirigido ao Mercado (público) correcto.
2. Se o publico é (mercado) em número suficiente para dar sustentabilidade ao projecto.
3. O mercado tem de estar suficientemente infeliz ou ser desleal ás soluções/produtos/serviços actuais, ou se há mercado o capacidade de penetração.
4. Logística: se existem distribuidores (e canais) que possam e queiram levar o produto ao mercado.
5. A tecnologia utilizada não se pode desactualizar rapidamente.
6. Qual o tempo de chegada ao mercado de produtos/serviços semelhantes/concorrentes.
7. Se as condições económicas do mercado se alterarão ao ponto de impossibilitar a compra do produto.
8. Constrangimentos legais. Se não existem ou irão existir em breve normas/regulamentos que impossibilitem a comercialização do produto/serviço.
9. A vallidação da capacidade financeira da empresa para realizar o investimento em imobilizado e para ter o fundo de maneio necessário a manter a actividade, fazer face a encomendas e fazer face ao desfazamento entre prazos médios de pagamento e recebimento.

sucesso

Verifique também os restantes artigos do ABC do Empreendedorismo.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

ABC do Empreendedorismo - Forças Motivadoras (Parte III)

Depois da Parte I e Parte II onde abordámos o que é o empreendedorismo e as definições académicas de empreendedorismo, falamos agora das forças motivadoras dos empreendedores... e suas para constituir a sua Start-up:

Empreendedorismo é:
• uma atitude - pensar ou sentir duma forma favorável ao empreendedorismo
• um comportamento - realizar um conjunto de actividades necessárias para elaborar um conceito e levá-lo até à sua implementação

E as dimensões subjacentes a esta atitude e comportamento, ou seja, o que uma pressoa precisa de ter:
• Inovação - procurar soluções para Problemas e Necessidades.
• Risk taking (assumir riscos) – Assumir riscos moderados e calculados no sentido de alocar recursos por vezes consideráveis para explorar oportunidades.
• Proacção – A proacção não é uma acção Isolada, mas sim um processo. Tudo fazer para levar um projecto ao seu bom termo (aceite, a funcionar e a dar retorno).

 Teoria Push – Pull
O empreendedor é empurrado pela atitude e pelo comportamento e puxado por uma promessa de sucesso. A promessa está na estrutura das compensações inseridas numa dada economia.

O empreendedorismo é função de:
• Atitudes e Comportamentos (que empurram o Empresário).
• Estrutura das Compensações inseridas numa dada Economia (que estimulam e puxam o Empresário).


Em Portugal, segundo Estudo do GEM – Global Entreprerneuship Monitor (2000), estes são dos principais entraves ao empreendedorismo e à criação de start-up's:
1. Existe dificuldade de acesso a recursos e financiamento e dificuldade de acesso à informação e aos recursos disponíveis.
2. O planeamento muda com a mudança dos governos, ou seja, falta estabilidade.
3. Existe insuficiente educação para o ensino do empreendedorismo e os métodos de ensino são ineficazes.
4. Atraso relativamente à qualidade e disponibilidade dos serviços profissionais e comerciais.




Temos como principais drives sociais dentro de um país, os factores acima mencionados. Estes, podem ou não motivar mais empreendedorismo e consequentemente mais empresas, mais riqueza, menos desemprego e mais concorrência.

Podemos adicionar aos pontos acima mencionados mais um muito importante: Inovação – A definição por dicionário de inovação é:
– Introdução de uma mudança, de uma novidade num dado domínio.
– Algo introduzido pela primeira vez.
– Aquilo que é novo. Estas definições são um tanto ambíguas pois as próprias palavras usadas na definição necessitam de definição.
– A melhor ideia será: Ideia original que é útil.
- As Start-up são normalmente muito mais ágeis.

Fique atento à nossa série de ABC do empreendedorismo! 

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

ABC do Empreendedorismo - Definição de Empreendedorismo (Parte II)

Bem, no seguimento da Parte I onde abordámos o que é o empreendedorismo, falamos agora das definições de empreendedorismo do ponto de vista mais académico da gestão.


1814 – Jean Baptiste Say : afirma que empreendedor é acima de tudo um coordenador de recursos.
1725 – Richard Cantillon (economista): « Entreprenneur é alguém ou entidade que assume riscos. »
1949 – Ludwig von Mises : « Empreendedor é o tomador de Decisões.»Claro que a crítica obvia a esta afirmação é que esse é o papel dum gestor, não de um empreendedor.
1934 – Joseph Schumpeter: os empreendedores praticam a ‘criação destrutiva’ ou ‘destruição criativa’. É aquele que se desvia das práticas e regras estabelecidas; Constantemente procura a Oportunidade, para introduzir novos produtos e/ou novos processos e/ou invadir novos Mercados e/ou com novas formas Organizacionais.
1921 – Frank Knight: « O empreendedor tem que ter a capacidade de lidar com a incerteza.»
1871 – Carl Menger : « Empreendedor é aquele que antecipa necessidades futuras. »
2002 - William Baumol ( norte-americano) : « The free market innovation machine» Actividades Rent-seeking.
1982 – Mark Casson : « Empreendedor toma decisões criteriosas e coordena recursos escassos. »
1973 – Israel Kirsner: « Empresário é alguém que identifica e explora desequilíbrios existentes na Economia e está atento ao aparecimento de Oportunidades. » A crítica é que neste contexto o empreendedor apenas procura oportunidades, não criando os desequilíbrios, tal como Shumpeter afirmava.
1961 – Mc Clelland (sociólogo, norte-americano) : O empreendedor é alguém com necessidade de poder, sucesso e filiação.
1966 – J. B. Rotter (psicólogo, norte-americano) : Identifica Locus de Controlo (tomada de decisão da pessoa):
               • Externo: Tenta sempre passar a bola. Não há hipótese de progressão. Não aprende com os erros.
              • Interno: Assume as suas responsabilidades. «O Empreendedor manifesta Locus de Controlo Interno»
1985 – Sexton e Bowman (norte-americanos) : «O Empreendedor consegue ter uma grande tolerância à ambiguidade.»
1986 – Bandura : O Empreendedor procura a auto-eficácia: crença que o empreendedor tem que sozinho consegue mudar o mundo.

Ludwig von Mises

Fique atento aos proximos "ABC do Empreendedorismo".

sábado, 5 de maio de 2012

Blue Ocean Strategy - Parte 1

A Inovação de Valor é a pedra angular da Blue Ocean Strategy. A inovação de valor é a busca simultânea de diferenciação e baixo custo. A inovação de valor concentra-se em tornar a concorrência menos relevante e menos pesada através da criação de uma diferenciação significativa de valor para os compradores e para a empresa, abrindo e inclusiamente criando novos espaços de mercado. Porque o valor para os compradores vem de utilidade a oferta subtraindo o preço, e porque o valor para a empresa é gerada a partir do preço de oferta menos seu custo, a inovação de valor só é alcançada quando todo o sistema de precing, utilidade e custo está alinhado. Na metodologia Blue Ocean Strategy, as quatro acções do quadro e ERRC apoiam os gestores a ultrapassar o trade-off custo/valor, respondendo às seguintes perguntas: 

- Que fatores podem ser eliminados que a indústria tem dado adquiridos? 
- Que fatores/custos podem ser reduzidos bem abaixo dos padrões da indústria? 
- Que fatores podem ser levantados bem acima do padrão da indústria? 
- Que fatores podem ser criados que a indústria nunca ofereceu?

blue ocean
Inovação de Valor - Blue Ocean

A propósito dos artigos Blue Ocean, consulte os artigos ABC do Empreendedorismo.

quinta-feira, 1 de março de 2012

ABC do Empreendedorismo - Fases do Projecto (Parte III)

No seguimento das outras partes desta série de artigos onde abordámos o que é o empreendedorismo abordamos agora (muito resumidamente claro) as fases que os projectos e start-up's normalmente têm:


Para arrancar com uma Start-up, necessita de convencer algumas pessoas (bancos, Business Angels, amigos, família ou sócios). Para tal, vai precisar dos 4M's:
- Management;
- Market;
- Money;
- Magic;


É importante verificar em que posição se encontra o projecto ou start-up. 

  • Se estiver na posição de protectorado tenho que me preocupar com:

– Vantagem técnica superior
– Custo/performance
  • Se inovador tenho que me preocupar com:

– Chegada de concorrentes inovadores ao mercado
– Manter-me a inovar
  • Se exposição de exposição o importante é a decisão
  • Se for um pioneiro tenho que me preocupar se o produto pode ser facilmente copiado e criar barreiras de forma a diferenciar o produto e tornar mais dificil a sua cópia.


No gráfico acima temos as Fases de Vida das Empresas e as respectivas e habituais fontes de financiamento para alguns dos projectos, desde a fase mais inicial, a chamada seed, à start-up, early-stage, small cap e blue chip (i.e.pequena empresa e grande empresa).
Nesta fase inicial, dizemos que uma das fontes de financiamento do projecto são os 3 F's: Family, Fools and Friends, onde é necessário convencer as pessoas mais proximas a financiar o projecto. Em alternativa, caso não seja necessário um investimento muito inicial e significativo, é necessário antes os promotores possuirem um Plano de Negócios muito bem sustentado de forma a convencer a banca, linhas de financiamento e Business Angels. Depois nas fases seed e start-up, as empresas podem ter como fonte de financiamento os Business Angels, depois o Capital de Risco e depois o lançamento em bolsa. Entre todas estas fases, existem também as linhas de financiamento bancário claro - como é o exemplo da linha PME Crescimento e linhas Finicia que permitem o enquadramento de start-up's. 
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