Portugal Start-Up

domingo, 27 de novembro de 2011

Datas das Candidaturas QREN 2011 e 2012

As linhas QREN e PRODER permitem apoiar o investimento em empresas (incluindo Start-up).

Há muita informação a ter em conta para fazer o enquadramento dos projectos e para elaborar a candidatura. Na fase inicial, é importante consultar a documentação existente em http://www.qren.pt/ ou a Up to Start em http://www.uptostart.com/.

QREN:
AcçãoPrazo para Apresentação de Candidaturas
SI Inovação e EmpreendedorismoDe 30 de Novembro de 2011 a 10 de Fevereiro de 2012
SI QPME De 18 de Outubro de 2011 a 16 de Dezembro de 2011
SI I&IDT De 01 de Junho de 2011 a 15 de Setembro de 2011


PRODER:
Medida/AcçãoPeríodo de Submissão de Candidaturas
Modernização e Capacitação das EmpresasDe 30 de Novembro de 2010 a 28 de Fevereiro de 2011
Investimentos de Pequena DimensãoDe 15 de Setembro a 15 de Dezembro de 2010
Redimensionamento e Cooperação EmpresarialDe 2 de Dezembro de 2010 a 2 de Março de 2011
Gestão Multifuncional A partir de 1 de Outubro de 2010
Modernização e Capacitação das Empresas FlorestaisA partir de 1 de Outubro de 2010 
Informação e Promoção de Produtos de QualidadeDe 15 de Dezembro de 2010 a 15 de Março de 2011
Conservação e Melhoramento dos Recursos Genéticos - Componente AnimalDe 29 de Outubro de 2010 a 1 de Fevereiro de 2011
Investimentos Não ProdutivosDe 15 de Outubro de 2010 a 14 de Janeiro de 2011
(Data a ser revista)
Apoio à Gestão das ITIDe 17 de Janeiro a 15 de Fevereiro de 2011
Cooperação LEADER para o DesenvolvimentoDe 1 a 10 de Novembro de 2010 e sucessivamente nos primeiros 10 dias de cada mês
Cooperação para a InovaçãoDe 1 de Outubro a 30 de Dezembro de 2010
Formação Especializada para Efectivos das EmpresasDe 1 de Novembro de 2010 a 31 de Janeiro de 2011
Serviços de Apoio às EmpresasDe 2 de Dezembro de 2010 a 1 de Março de 2011

Além das linhas do QREN e a servir de complemento a estas, há ainda outras linhas de financiamento com apoio do estado. Consulte-nos para mais informações.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

A Influência das Taxas de Juro nos Mercados



O crescimento económico pode levar ao aumento das pressões inflacionistas e tradicionalmente a taxa de juro acompanha a subida da inflação. O aumento das taxas de juro tem, tradicionalmente, um impacto negativo nas bolsas. O dividendo que as empresas pagam torna-se menos atractivo quando há produtos de menor risco, como os depósitos a prazo, que passam a pagar mais juro. Além disso, o aumento das taxas significa crédito mais  caro e assim as empresas terão que ter mais encargos para recorrer ao crédito, ficando assim prejudicadas. Como consequência, investidores alocam os seus investimentos para outros produtos, passando a haver menos procura de acções nos índices bolsistas afectados e, como a cotação dos títulos varia de acordo com a procura e oferta, as cotações destes descem.
Uma subida das taxas de juro implica, geralmente, uma descida nas cotações das acções.
Nas obrigações, as taxas de juro são um dos factores mais importantes a afectar a evolução dos preços.
Estas têm um comportamento inverso ao das taxas de juro pois quando as taxas sobem os empréstimos  obrigacionistas tornam-se mais caros. As obrigações de taxa variável são as menos prejudicadas pois o rendimento destas acompanha a taxa indexada. Nas obrigações de taxa fixa sabe-se, à partida, qual será a sua remuneração e os juros que estas pagam, mas, caso a taxa indexada (p.ex. Euribor) suba, os juros que as obrigações pagam não subiram, vendo-se assim o seu lucro diminuído. Por este motivo, para o investidor, as obrigações de taxa fixa são instrumentos de risco superior às obrigações de taxa variável. A concluir e a propósito do risco, de referir que os investidores têm todo o interesse e necessidade de estarem atentos às variações das taxas de juro, dado que estas influenciam os mercados bolsistas.




Por Henrique Centieiro Pedro, in Banca Jovem 16, de Janeiro de 2006.

A Crise, contada em 1958. Parece familiar? pela Quaker State Metals Co

A crise
Um homem vivia à beira de uma estrada e vendia cachorros-quentes.
Não tinha rádio, não tinha televisão e nem lia jornais, mas produzia e vendia os melhores cachorros-quentes da região.
Preocupava-se com a divulgação do seu negócio e colocava cartazes pela estrada, oferecia o seu produto em voz alta e o povo comprava e gostava.
As vendas foram aumentando e, cada vez mais ele comprava o melhor pão e as melhores salsichas.
Foi necessário também adquirir um fogão maior para atender a grande quantidade de fregueses.
O negócio prosperava...
Os seus cachorros-quentes eram os melhores!
Com o dinheiro que ganhou conseguiu pagar uma boa escola ao filho.
O miúdo cresceu e foi estudar Economia numa das melhores Faculdades do país.
Finalmente, o filho já formado, voltou para casa, notou que o pai continuava com a vida de sempre, vendendo cachorros-quentes feitos com os melhores ingredientes e gastando dinheiro em cartazes, e teve uma séria conversa com o pai:
- Pai, não ouve rádio? Não vê televisão? Não lê os jornais? Há uma grande crise no mundo. A situação do nosso País é crítica. Há que economizar!
Depois de ouvir as considerações do filho Doutor, o pai pensou: Bem, se o meu filho que estudou Economia na melhor Faculdade, lê jornais, vê televisão e internet, e acha isto, então só pode ter razão!
Com medo da crise, o pai procurou um fornecedor de pão mais barato (e, é claro, pior).
Começou a comprar salsichas mais baratas (que eram, também, piores).
Para economizar, deixou de mandar fazer cartazes para colocar na estrada.
Abatido pela notícia da crise já não oferecia o seu produto em voz alta.
Tomadas essas 'providências', as vendas começaram a cair e foram caindo, caindo até chegarem a níveis insuportáveis.
O negócio de cachorros-quentes do homem, que antes gerava recursos... faliu.
O pai, triste, disse ao filho: - Estavas certo filho, nós estamos no meio de uma grande crise.
E comentou com os amigos, orgulhoso: - 'Bendita a hora em que pus o meu filho a estudar economia, ele é que me avisou da crise...'
Vivemos num mundo contaminado de más notícias e se não tomarmos o devido cuidado, essas más noticias influenciar-nos-ão ao ponto de nos roubarem a prosperidade.





O texto original foi publicado em 24 de Fevereiro de 1958 num anúncio da Quaker State Metals Co

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Opções estratégicas para todos os negócios

Opções estratégicas para os negócios


Depois de analisarmos o enquadramento da empresa na sua componente externa e na sua globalidade, podemos neste ponto traçar algumas estratégias futuras que permitem na nossa opinião o crescimento e o desenvolvimento da empresa promotora. Antes de tudo podemos tirar algumas conclusões, no que diz respeito aos objectivos da empresa a médio e longo prazo. As estratégias da empresa reflectem um conjunto de actividades a desenvolver, que no seu final permitirão à empresa conseguir de uma forma racional e eficiente atingir os objectivos pré definidos. A permanente preocupação de adaptar de forma equilibrada e racional os seus recursos às necessidades, aliada à constante procura de soluções inovadoras em termos de relação preço – qualidade, permite, por um lado obter índices de rendibilidade importantes e, por outro, potenciar incrementos de produtividade e de escala com efeitos indutores positivos em toda a estrutura patrimonial e financeira da empresa.

A empresa tem como principais objectivos futuros os seguintes:
•             Ganhar quota de mercado de forma a afirmar-se de facto como uma empresa de referência na sua área de actuação;
•             Poder ganhar peso ao nível do mercado do Distrito de Lisboa além da Linha de Sintra, havendo também uma grande aposta em termos de internacionalização para alguns países PALOP com mercados de muita apetência para estes produtos;
•             A empresa ser conhecida no mercado e o seu nome estar ligado à referencia de qualidade dos produtos;
•             Ao crescer na sua globalidade a empresa deverá ganha ainda mais força negocial em relação aos seus fornecedores e entidades externas;
•             Manter uma gestão muito racional dos recursos humanos, valorizando a qualidade do atendimento personalizado como factor diferenciador para a fidelização dos clientes;
•             Crescer de forma equilibrada e racional, garantindo acima de tudo uma empresa financeiramente saudável, equilibrada nas suas contas, eficiente e rápida na sua actuação diária;

Finalmente falta elaborar uma estratégia global que permita à empresa alcançar estes objectivos.
•             A empresa neste momento deve desenvolver uma política de investimento racional e eficiente. Este factor é muito importante pois irá permitir à empresa manter-se num desenvolvimento muito grande tentando todos os dias manter elevados os factores de competitividade em relação aos seus concorrentes;
•             Deve investir na loja com qualidade máxima, optando sempre por um serviço personalizado e de qualidade;
•             Deve investir na área de transformação ao nível da costura de cabelo de forma a acrescentar valor aos produtos comercializados;
•             Deve manter sempre o nível de qualidade dos seus produtos pois este nível muito elevado já e um factor de competitividade ao mesmo tempo de reconhecimento pelos seus clientes;
•             Deve manter investimento em factores que permitam uma actuação rápida com o máximo de flexibilização de forma a poder prestar o melhor serviço aos clientes;
•             Para a consecução desta nova estratégia, será de importância capital o estabelecimento de algumas parcerias com os potenciais fornecedores no sentido de potenciar e rendibilizar as áreas de negócio, assim como parcerias como clientes como os cabeleireiros;
•             Deve investir num sistema informático com capacidade para gerir stocks e facturação;
•             Deve investir na área de marketing e na divulgação dos produtos junto do seu publico alvo;

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Panorama do Mercado da Moderna Distribuição

Segundo dados da APED – Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição, a Moderna Distribuição alcançou em 2009 um Volume de Negócios total de 14 835 Milhões de Euros. Calcula-se que o mercado da distribuição (incluindo canais tradicionais) ascenda a 18 800 Milhões de Euros em Portugal.
A Moderna Distribuição (Sonae, Ferónimo Martins, Auchan, Minipreço, Lidl e E.Leclerc) tem ganho algum peso face aos canais tradicionais, sendo que os canais tradicionais mantêm a sua importancia tendo em conta que o seu peso alcança dos 25% do mercado. Segundo dados da APED – Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição, Portugal continua a ser dos países europeus com mais estabelecimentos de comércio tradiciona, tendo cerca de 20 300 lojas nesta área.  
O sector da distribuição em Portugal tem níveis de concentração relativamente elevados. A quota de mercado conjunta dos 5 maiores players é de 64% (dados de 2007), sendo que a concentração aumentou nos últimos anos por via das aquisições da Sonae (compra do Carrefour), e da Jerónimo Martins (aquisição dos supermercados Plus) e de novos investimentos. A empresa com maior quota de mercado é a Sonae Distribuição com 21% de quota de mercado seguida da Jerónimo Martins com 16% e os Mosqueteiros com 11%.
Actualmente os produtos alimentares, drogaria e higiene têm um peso de 72.6% do valor das compras realizado pelos consumidores.
O mercado da distribuição tem tido uma forte evolução nos últimos anos, sendo que os consumidores têm-se tornado cada vez mais exigente. Os consumidores utilizam cada vez mais os cupões de desconto, comparam preços antre marcas antes de escolher, verificam a relação do preço por Kilo/Litro e tornaram-se mais objectivos. É também tendo em conta as novas exigências dos clientes que a empresa direcciona a sua oferta, sempre atenta às tendências do mercado.
Nesta óptica, o consumidor tem-se tornado mais racional, mais infiel às marcas e mais atraído pelas Marcas do Distribuidor ou marcas brancas, mercado onde a empresa promotora tem uma forte posição. Verifica-se que as Marcas do Distribuidor têm apresentado um crescimento médio de 20% ao ano nós últimos anos, facto que é aproveitado pela empresa também através do seu posicionamento para introdução de produtos de marca branca. Actualmente os produtos de marca branca têm um peso superior a 40% do total do mercado.
De realçar que a oferta de produtos de marca branca não se limita a produtos indiferenciados, procurados exclusivamente por clientes preocupados com o preço. Vários retalhistas em Portugal lançaram produtos gourmet e biológicos com marcas próprias, dirigidos a clientes que exigem os melhores produtos, com a melhor qualidade, mas que são, simultaneamente, sensíveis ao preço.


Para mais informações sobre o mercado da distribuição, consulte estse artigos clicando aqui.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

As TIC nas PME portuguesas



Tendo por base o inquérito à utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação nas empresas, realizado pela INE em colaboração com a UMIC – Agência para a Sociedade do Conhecimento, IP, já com dados de 2007, as TIC’s são já parte activas das empresas:
− 90% das empresas com 10 ou mais pessoas ao serviço e com actividade económica em Portugal (exceptuando o sector financeiro) possuem ligação à Internet e 76% ligação em banda larga;
− 100% das grandes empresas (250 e mais pessoas ao serviço), 98% das médias empresas (50 a 249 pessoas ao serviço) e 88% das pequenas empresas (10 a 49 pessoas ao serviço) possuem ligação à Internet;
− 97% das grandes empresas (250 e mais pessoas ao serviço), 89% das médias empresas (50 a 249 pessoas ao serviço) e 74% das pequenas empresas (10 a 49 pessoas ao serviço) estão ligadas à Internet por banda larga, ocupando Portugal respectivamente o 7º (com outros quatro países), 9º e 11º lugares no ranking da UE27;
− Cerca de 7 em cada 10 empresas utilizam a Internet para interagirem com organismos, entidades e autoridades públicas, o que corresponde a um aumento de 20% de 2006 para 2007. De salientar que no preenchimento e submissão de formulários online por empresas (66%), Portugal encontra-se significativamente acima da média da UE27 (43%), ocupando o 3º lugar no ranking dos 27 Estados Membros;
− A presença na Internet é assegurada por 86% das grandes empresas, 65% das médias empresas e 38% das pequenas empresas;
− Nos sectores da Construção e do Comércio, o aumento das empresas com ligação em banda larga de 2006 para 2007 foi de 33%, e o aumento da percentagem de empresas de Construção com presença na Internet foi de 80%;
− A realização/recepção de encomendas de bens e/ou serviços através da utilização da Internet ou de outras redes electrónicas é efectuada por 49% das grandes empresas, 34% das médias empresas e 21% das pequenas empresas.

Subsiste cada vez mais, a necessidade de em todas as áreas de negócio, existir uma estratégia de Marketing, Publicidade e Comunicação.
Na actualidade, as TIC’s, são referência máxima nessa estratégia. É a nível mundial esta preocupação de acertar, de obter a forma correcta de utilizar as TIC’s e obter delas todas as vantagens.


Com as ferramentas Tecnológicas de Informação e Comunicação, e com a alteração que provocaram nos media, os conceitos de Marketing, Publicidade e Comunicação foram alterados. A comunicação entre empresas e entre estas e os seus clientes modificou-se, tornou-se mais rápida e pretende-se cada vez mais eficiente.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Especulação: mito ou realidade

Esté é um artigo escrito por mim para a imprensa em 2008. Agora, três anos volvidos, continua a fazer o mesmo sentido.


Especulação: mito ou realidade

                Desde o inicio do terceiro trimestre de 2007 que a palavra subprime domina o vocabulário dos media, economistas e políticos sendo mesmo considerada a palavra do ano pela revista “The Economist”. No entanto, como desde esta data certos produtos como as mercadorias (petróleo, cereais, ouro) têm subido a um ritmo crescente e batido sucessivos máximos históricos e consequentemente aumentando os custos de produção de empresas e o custo de vida das populações para os níveis mais altos da década, existe outra palavra que assombra o léxico de financeiros e não financeiros que tentam explicar o comportamento do mercado: especulação.
                Será a especulação um dos motivos da subida dos preços das mercadorias ou esta é uma explicação anedótica?
                Sendo a economia uma ciência essencialmente especulativa que tenta medir e prever o seguimento dos fluxos económicos e seus indicadores, poderíamos dizer então que as variações dos preços dos produtos em causa são motivados pela especulação. Apesar disso estamos perante um conceito diferente de especulação quando ouvimos falar nesta: o conceito de que certos agentes financeiros compram e vendem mercadorias não para satisfazerem necessidades produtivas (como o acto de uma refinaria de petróleo comprar contratos de futuros sobre o petróleo) mas sim apenas para obterem mais-valias. Quem se apoia neste conceito de especulação diz também que parte dos preços dos produtos correspondem ao “poder” especulativo.
                No entanto existem duas teorias (teorias e não leis porque não é possível comprovar acontecimentos dos mercados financeiros através do método cientifico) que vêm refutar a alta dos preços através da especulação: a Teoria de Dow e a Teoria do Mercado Eficiente.
                A Teoria de Dow, criada por Charles Dow nos fins do século XIX, é uma teoria que aborda a movimentação de activos financeiros e serve de base para a análise técnica. Esta possui seis premissas sendo uma delas o facto de que o mercado desconta tudo: os preços dos activos financeiros e mercadorias rapidamente incorporam nova informação assim que esta está disponível. Assim, os preços reflectem todos e quaisquer factores que afectem a oferta e procura do activo subjacente. Esta dinâmica processa-se através da oferta ou procura que existe por parte dos intervenientes sabedores dos novos factos e supõe que todos os intervenientes têm acesso á informação (não existem insiders). A suportar a teoria de Dow está a Teoria do Mercado Eficiente, desenvolvida pelo Professor Eugene Fama da Universidade de Chicado em 1960. Sabendo que preços dos produtos financeiros reflectem a informação disponível, então os investidores não devem esperar que seja normal obter rendibilidades acima da rendibilidade correspondente ao nível de risco assumido. As contrapartes não devem esperar receber mais do que o justo valor pelos produtos que compram e vendem isto é, os preços existentes a um dado momento, num dado mercado, são os preços justos e não preços com especulação incorporada. Tal coisa não existe.
                Aproveitando o exemplo do preço do petróleo (que tem vindo a bater máximos consecutivos) e sabendo que este é um mercado altamente liquido que transacciona diariamente um volume de 8 biliões de dólares é também de esperar que este seja altamente eficiente e que os seus preços incorporem toda a informação contida nos preços passados, toda a informação publicamente disponível e até informação mais privilegiada, sendo assim bastante difícil a sua manipulação. Consequentemente, os sucessivos recordes do preço do petróleo são apenas explicados por factos como o equilíbrio entre o crude produzido e consumido não permitir a criação de reservas para fazer frente a uma diminuição da oferta inesperada, a instabilidade politica dos países produtores como o Irão e a Nigéria, a queda do dólar que torna a compra de crude mais barata, o crescimento económico da China e Índia onde centenas de milhares de pessoas passaram recentemente a consumir mais (a China representa 15% do consumo mundial de energia, mais 8% que em 2005 como constatou o “chief economist” da BP, Peter Davis) e ainda outras tantas centenas de noticias com mais ou menos relevância.
                Tendo em conta estes factos, haverá ainda espaço para a especulação?


Henrique Pedro, 1 de Junho de 2008.
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