Portugal Start-Up

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Constituição legal da empresa - Procedimentos



Para constituír uma empresa é necessário uma séri de procedimentos simples que podem ser tratados na Empresa na Hora ou no Balcão da empresa. Aqui tem toda a informação para saber como constituír uma empresa.
É fundamentalmente necessário, quando se pretende pôr uma ideia em prática e criar uma empresa, possuir um correto conhecimento de como se deverá proceder junto das entidades cujas atribuições e atividades se enquadram no processo que intitula este artigo, bem como da tramitação, documentação, formalidades e custos associados a este processo. Ainda antes da formal constituição da empresa, deverá ser escolhida a forma jurídica desta que determinará o seu modelo de funcionamento desde o arranque e que terá implicações para o empresário e respetivo empreendimento. Esta opção deverá visar a valorização dos pontos fortes da futura empresa e ter em consideração as características que melhor se adaptam às expectativas de desenvolvimento.
As formas jurídicas mais comuns são:
·         Empresa Individual/Empresário em Nome Individual (ENI);
·         Sociedade por Quotas;
·         Sociedade Anónima.
Como poderá observar, as formalidades legais para constituir uma empresa, abaixo referenciadas, variam consoante a forma jurídica que esta assuma. A consituíção de uma empresa nunca foi tão fácil!

Empresa Individual/Empresário em Nome Individual
1.       Pedido de Certificado de Admissibilidade de Firma ou Denominação
O Empresário em Nome Individual só será obrigado a requerer o certificado de admissibilidade de firma se pretender inscrever-se no Registo Comercial com firma diferente do seu nome civil completo ou abreviado (D.L. nº 42/89, de 3 Fevereiro).
2.       Pedido de cartão de identificação
Tem como finalidade a obtenção de cartão de identidade válido que permita ao empresário identificar-se, como tal, em todos os atos e contratos em que intervenha.
Este cartão deve conter a indicação do Número de Identificação de Pessoa Coletiva (NIPC) e, ainda, o nome ou firma do empresário, o domicílio, a caracterização jurídica, a atividade principal e o número do bilhete de identidade, para além de mencionar o código da sua atividade económica.
3.       Declaração de Início de Atividade
Pretende-se a regularização da situação fiscal do empresário individual, a fim de dar cumprimento às suas obrigações de natureza fiscal.
4.       Registo Comercial
Tem como finalidade dar publicidade à situação jurídica, entre outros, dos empresários individuais.
5.       Comunicação obrigatória ao Instituto de Desenvolvimento e Inspeção das Condições de Trabalho
O empresário em nome individual, como entidade sujeita à fiscalização do Instituto de Desenvolvimento e Inspeção das Condições de Trabalho, deverá comunicar, por ofício, à respetiva delegação da área onde se situa o seu estabelecimento, o endereço deste, ou dos locais de trabalho, o ramo de atividade, o seu domicílio e o número de trabalhadores.
Esta comunicação é obrigatória e deverá ser feita anteriormente ao início de atividade.
6.       Inscrição do empresário na Segurança Social
Tem como finalidade a identificação do empresário como beneficiário dos serviços e prestações a realizar por aquele organismo de forma a estar abrangido pelos regimes da proteção social.
7.      Inscrição da empresa individual na Segurança Social
Destina-se a identificar a empresa como contribuinte daquele organismo, sempre que o empresário tenha contratado trabalhadores ao seu serviço, ficando responsável pelo pagamento das respetivas contribuições.
empresa na hora
 Sociedades
1.       Elaboração dos Estatutos
Depois de escolhido o tipo de sociedade deverá ter lugar a elaboração dos estatutos ou pacto social.
2.       Escritura Pública de Constituição
Mediante a apresentação da minuta dos estatutos, do certificado de admissibilidade da firma, do certificado do depósito efetuado em qualquer banco e dos bilhetes de identidade dos futuros sócios (além de outros documentos que sejam eventualmente necessários para casos especiais) poderá outorgar, em cartório notarial à sua escolha, a escritura pública de constituição da sociedade.
3.       Certificado de Admissibilidade de Firma
Quando iniciar a elaboração dos estatutos deve, simultaneamente, requerer ao Registo Nacional de Pessoas Coletivas o certificado de admissibilidade da firma ou denominação
4.       Registo Comercial
O registo comercial destina-se a dar publicidade à situação jurídica das sociedades comerciais, das sociedades civis sob forma comercial tendo em vista a segurança do comércio jurídico.
5.       Inscrição no Ficheiro Central de Pessoas Coletivas
Uma vez efetuada a inscrição no ficheiro central de pessoas coletivas do RNPC é por este emitido o Cartão de Identificação que deverá conter a indicação do NIPC (número de identificação de pessoa coletiva), do nome, firma ou denominação, do domicílio ou sede, da caracterização jurídica, da atividade principal e, no caso de pessoas coletivas, a data da constituição.
6.       Número Fiscal do Contribuinte
Para efeito de atribuição de número fiscal, o D.L. n.º 463/79, de 30 de Novembro, estabelece a obrigatoriedade de todas as pessoas coletivas e equiparadas, se inscreverem em qualquer Repartição de Finanças.
7.       Comunicação obrigatória ao Instituto de Desenvolvimento e Inspeção das Condições de Trabalho
Esta comunicação é obrigatória e deverá ser feita anteriormente ao início de atividade.
8.       Inscrição da empresa na Segurança Social
Destina-se a identificar a empresa como contribuinte daquele organismo, sempre que o empresário tenha contratado trabalhadores ao seu serviço, ficando responsável pelo pagamento das respetivas contribuições.
Se tem um espírito empreendedor, conheça a melhor forma de colocar em ação essa ideia que mudará certamente a sua vida, sem preocupações e burocracias… 

Se vai formar uma empresa nova, Leia também: Oito Incentivos para a sua empresa

Novas oportunidades

A crise económica que assombra o país chega aos bolsos da EDP. A empresa que apresentou lucros anuais de dois mil milhões de euros, só nos últimos três anos, vê a produção das suas barragens descer 75% e o consumo 3,7%. Aliada à crise, a EDP culpa ainda a seca que assola o país. O tempo seco fez também descer a produção de energia eólica em cerca de 10%.

As perdas da EDP fazem crescer o investimento noutras fontes de energia. A própria empresa admitiu ter recorrido ao mercado do carvão para compensar os efeitos da seca e reativar as centrais térmicas. Segundo a CMVM (Comissão do Mercado de Valores Mobiliários), neste primeiro trimestre, a produção nas centrais a carvão teve um aumento de 219%. O mercado do gás natural também sentiu o efeito positivo da seca, mas, ao contrário do carvão, porque o seu preço está indexado ao preço do petróleo ainda registou uma quebra de 30%.

Numa época em que se procuram alternativas económicas à crise, o vencedor parece ser o sector dos fotovoltaicos. A situação privilegiada do país, em termos de exposição solar, tem sido um incentivo ao crescente investimento na produção de energia solar. A actual legislação afecta ao sector imobiliário é também impulsionadora do financiamento ao mercado dos painéis fotovoltaicos.  


Como obter os estatutos PME Líder?


                O Estatuto PME Líder proporciona-lhe um conjunto de benefícios financeiros e não financeiros e reconhecimento público da qualidade de desempenho, com reforço de imagem e notoriedade no mercado. Este é atribuído pelo IAPMEI e Turismo de Portugal, no âmbito do Programa FINCRESCE, em conjunto com os bancos parceiros deste projeto, com base em notações de rating e em critérios económico-financeiros. Os bancos que estabeleceram protocolos com este projeto foram o Barclays, Banco BPI, Banco Espírito Santo, Banco Espírito Santo Açores, Caixa Geral de Depósitos, Banco Millennium BCP e Banco Santander Totta.
                O Estatuto PME Líder assenta nos seguintes critérios:
·         Empresas que assegurarem a condição de PME, a ser comprovada através da certificação online em www.iapmei.pt (renovável anualmente);
·         Situação regularizada perante entidades como a Administração Fiscal, Segurança Social, IAPMEI e Turismo de Portugal;
·         Foco em PME’s que prossigam estratégias de crescimento e de reforço da sua base competitiva, selecionadas através da superior capacidade de escrutínio e de uma ampla implantação no território nacional, pelos bancos protocolados. (Excecionalmente, o Estatuto PME Líder poderá ser também atribuído a Micro empresas que apresentem inovação de referência e com potencial de demonstração, ou no caso das empresas do turismo, empresas com empreendimentos e/ou atividades inovadoras ou inseridas em imóveis de reconhecido valor patrimonial);
·         Perfil de risco posicionado nos mais elevados níveis dos sistemas internos de notação de risco dos Bancos protocolados (Rating AAA; AA e A) e cuja uniformização se processa por relações estabilizadas e formalizadas com as entidades do Sistema Nacional de Garantia Mútua;
·         Empresas que tenham pelo menos três exercícios de atividade completos e que apresentem, com contas fechadas de 2011 podem ser PME Líder:
-  Resultados Líquidos Positivos ou Crescimento do Volume de Negócios ou Crescimento EBITDA;
-  Autonomia Financeira ≥ 20% (Capitais Próprios/Ativo Líquido);
-  Volume de negócios ≥ €500.000,00;
-  Número de funcionários ≥ 5;
Nota: Para efeitos de atribuição do Estatuto PME Líder, o EBITDA tem que ser positivo nos dois anos em análise.

                É importante referir que, ainda que se enquadrem nos critérios acima enumerados, ficam excluídas da possibilidade de possuir o Estatuto PME Líder as entidades SGPS, IPSS, Associações e instituições sem fins lucrativos.
Aumente também a notoriedade da sua empresa e otimize as condições de financiamento da mesma, sem que isso ocupe o seu precioso tempo. Confie no mais elevado know-how da área da consultoria de gestão, contacte-nos e faça da sua empresa, também ela, uma PME Líder!

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Estudo conclui que os europeus se mostram positivos face ao empreendedorismo



Pelo segundo ano consecutivo, a Amway Europe realiza o Relatório de Empreendorismo Europeu com vista a auscultar as tendências europeias face ao empreendorismo, principalmente no que se refere aos prós e contras da criação do próprio emprego por parte dos jovens empresários, e conclui que em 2011, no universo dos 13 500 indivíduos de 12 países da União Europeia, 70% dos jovens inquiridos estão receptivos e encaram com positivismo a possibilidade de criação do próprio emprego, muito embora frisem que sente a necessidade de mais apoio educacional e institucional para o fazerem.

O estudo conclui ainda que cerca de 72% dos jovens não avançam com os seus projectos por falta de aptidões e conhecimentos no domínio da economia que alimentam o receio de insucesso. Ao contrário do que poderíamos inferir, não é o factor económico que impulsiona esta vontade de criar o seu próprio emprego, mas sim a promessa de se tornarem independentes de uma entidade empregadora e apostarem na realização das suas próprias ideias, valorização pessoal e uma gestão equilibrada entre a vida profissional e a família.

Deste relatório sai a importante conclusão de que em 2012 os jovens empreendedores serão mais exigentes na demanda de uma maior educação, informação e apoio para quem pretende criar o seu próprio emprego. Cerca de 50% dos inquiridos aponta a falta de informação e comunicação por parte das entidades promotoras como a principal barreira para não arriscarem no empreendorismo.


quarta-feira, 9 de maio de 2012

Iniciativa do Braga 2012 é um exemplo de apoio ao empreendedorismo


O Braga 2012 - Capital Europeia da Juventude é um exemplo de apoio ao empreendedorismo jovem. Com o programa Encaixa-te o município procura incentivar os jovens empreendedores que se queiram fixar no centro histórico da cidade de Braga. Este projecto que conta com o apoio do pelouro do urbanismo da Câmara Municipal de Braga pretende promover a reabilitação urbana, no âmbito do Programa Estratégico de Reabilitação Urbana do município, e apoiar a criação de novas empresas e impulsionar o lançamento de star-ups. A autarquia oferece como incentivo aos novos empreendedores seis meses de renda gratuita a par da isenção das taxas legais referentes a licenças de construção e operações urbanísticas de reabilitação urbana. Isto vai permitir a reconversão dos imóveis devolutos do Centro Histórico numa incubadora de empresas como auspicia Hugo Pires, actual presidente da Fundação Bracara Augusta e vereador do urbanismo da autarquia bracarense. O vereador garante ainda o apoio continuado a estas empresas e ao empreendedorismo com a promessa de que após os seis meses de experiência o empreendedor e o senhorio assinarão um contracto de renda por uma ano com valor a acordar entre os dois.
O projecto Encaixa-te apresenta-se no modelo de concurso e destina-se aos jovens entre os 18 e os 35 anos que sejam naturais ou residentes de Braga. A candidatura é efeituada no portal www.bragacej2012.com onde é disponibilizado o regulamento e o formulário entre os dias 8 de Maio a 8 de Junho. A inscrição é gratuita e os vencedores serão anunciados até ao dia 9 de Julho. O júri conta com Hugo Pires (Vereador da C.M. Braga e Presidente do Conselho de Administração da FBA), José Mendes (Vice-Reitor da Univ. Minho), Hélder Castro (Presidente da AAUM), Rui Marques (Associação Comercial de Braga) e João Carvalho (responsável da reabilitação do Liberdade Street Fashion).
Esta iniciativa que conta com a parceria do Liftoff – Gabinete do Empreendedor da Associação Académica da Universidade do Minho procura, a par de outras actividades, oferecer oportunidades aos jovens de criarem o seu próprio emprego entrarem no mercado de trabalho com as ferramentas que lhe vão garantir o sucesso das suas apostas.
O programa Braga 2012 conta ainda com as iniciativas “So You Think You Can Pitch”, “Empreendedorismo para Jovens Desempregados” e toda uma série de eventos que procuram oferecer aos jovens as competências necessária para vingarem no novo mundo do trabalho.
capital europeia da juventude

Não deixe de consultar o site http://www.bragacej2012.com/events/details.php?id=510&type=1 para mais informações. 

Linhas de Financiamento FINICIA



Porque uma boa ideia de negócio não é suficiente para o sucesso de uma Start-Up, é fundamentalmente necessária à sua criação e desenvolvimento a existência de capital. Uma escolha assertiva do tipo de financiamento a utilizar pela empresa é um fator a ter em conta por parte do empreendedor e que será, com certeza, determinante no sucesso do seu negócio. Desta forma, a linha FINICIA pode adaptar-se ao seu projecto ou empresa desde que ainda não exista ou tenha menos de 3 anos.
                Na panóplia de linhas de financiamento existentes é possível encontrar o Programa FINICIA, destinado a PME’s em início de atividade (até 3 anos). Este programa criado pelo IAPMEI pretende facilitar o acesso a capital por parte de entidades que, pela sua dimensão, têm uma maior dificuldade em obter financiamentos.
 O FINICIA está estruturado segundo eixos de intervenção - Tipologia de Projectos. Este Programa pode integrar financiamentos de Capital de Risco e está protocolado com quatro bancos, mediante os montantes de crédito: - BES, BCP e Santander: Financiamentos de 25 mil € até 100 mil € com autonomia financeira mínima de 10%. Condicionado à análise e aprovação da SGM (Sociedade de Garantia Mútua) c uja garantia pode ascender a 90% do valor do financiamento do projecto e prazo de 3 a 5 anos; - BPI: Microcréditos até 25 mil € com prazo fixo de 3 anos. Os Microcréditos estão vocacionados para projectos com diminutas necessidades de capital.
Se pretende recorrer a este tipo de financiamentos mas o tempo e a burocracia surgem como um entrave para a sua empresa, confie no elevado know-how da Up to Start, já comprovado por anteriores casos de sucesso, e dê uma nova dinâmica à sua PME que pode ser fundamental para a sua subsistência no mercado e para o seu crescimento sustentável.
Consulte-nos para saber mais sobre a linha FINICIA. Consulte também as condições do PME Crescimento e outras linhas de financiamento.

sábado, 5 de maio de 2012

Blue Ocean Strategy - Parte 1

A Inovação de Valor é a pedra angular da Blue Ocean Strategy. A inovação de valor é a busca simultânea de diferenciação e baixo custo. A inovação de valor concentra-se em tornar a concorrência menos relevante e menos pesada através da criação de uma diferenciação significativa de valor para os compradores e para a empresa, abrindo e inclusiamente criando novos espaços de mercado. Porque o valor para os compradores vem de utilidade a oferta subtraindo o preço, e porque o valor para a empresa é gerada a partir do preço de oferta menos seu custo, a inovação de valor só é alcançada quando todo o sistema de precing, utilidade e custo está alinhado. Na metodologia Blue Ocean Strategy, as quatro acções do quadro e ERRC apoiam os gestores a ultrapassar o trade-off custo/valor, respondendo às seguintes perguntas: 

- Que fatores podem ser eliminados que a indústria tem dado adquiridos? 
- Que fatores/custos podem ser reduzidos bem abaixo dos padrões da indústria? 
- Que fatores podem ser levantados bem acima do padrão da indústria? 
- Que fatores podem ser criados que a indústria nunca ofereceu?

blue ocean
Inovação de Valor - Blue Ocean

A propósito dos artigos Blue Ocean, consulte os artigos ABC do Empreendedorismo.
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