Portugal Start-Up

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Crowdfunding - Alternativas de Financiamento


O Crowdfunding ou Financiamento Colectivo, está na moda e veio para ficar e é mais uma das formas de fazer Bootstrap financing à sua empresa.

O Crowdfunding consiste em financiar projectos através de plataformas onde a crowd (o público) financia individualmente com pequenos montantes, até perfazer a totalidade do financiamento necessário. Normalmente, os projectos apenas são financiados quando a crowd se compromete a financiar 100% ou mais do montante proposto.

O crowdfunding é normalmente utilizado para financiar projectos empresariais, start-ups, projectos artísticos, projectos filantrópicos entre outros. Os montantes podem ir de algumas centenas de Euros até aos milhões de Euros como é o caso do Rushmore Group que angariou  1 Milhão de Libras para expandir a empresa. Existem plataforma até que permitem financiamentos de vários milhões. No entanto, o mais habitual são financiamentos de alguns milhares ou poucas dezenas de milhar.

Calcula-se que em 2011 o total de financiamento a nível mundial da crowd tenha ultrapassado os $5 Biliões e o crescimento tem sido exponencial. No dia 5 de Abril de 2012 foi aprovada uma lei nos USA que permite já o financiamento numa óptica de investimento.

As vantagens e desvantagens do Crowdfunding podem ser algumas:
Vantagens: a plataforma acaba por ser uma excelente ferramenta de marketing para arrancar com o negócio; proporciona feedback sobre o projecto; forma económica de conseguir financiar os projectos.
Desvantagens: por vezes os montantes de financiamento são limitativos; a grande exposição do projecto pode motivar a cópia do mesmo; pode haver algumas leis a regular como é o caso do Equity Funding na Europa.

financiamento colectivo

Existem três principais modelos de Crowdfunding:

Crowdfunding por donativos e patrocínios: esta modalidade é utilizada principalmente para projectos artísticos, filantropia, projectos sociais e pequenas start-ups. As pessoas dão uma espécie de donativo e em troca têm uma recompensa como um exemplar do produto que a start-up vai produzir ou uma t-shirt ou uma recompensa moral. As recompensas raramente são monetárias e esta alternativa é a menos atractiva do ponto de vista financeiro.
Calcula-se que o Kickstarter, uma das maiores plataformas do mundo, financie actualmente uma média de $7 Milhões por mês.
São exemplos de Plataformas de Crowdfunding por donativos e patrocínios as da seguinte lista:





 Crowdfunding por pequenos empréstimos: esta modalidade é descendente do peer-to-peer lending e consiste no empréstimo de montantes que podem ascender às centenas de milhar a partir da crowd. Trata-se de um empréstimo puro com prazos definidos para financiar normalmente projectos empresariais e satrt-ups. Normalmente os juros variam de 6% a 10%, sendo  que pode ser uma remuneração interessante para a pessoa que empresta e uma boa alternativa para as start-ups que se financiam. Esta modalidade é muitas vezes usada para financiar projectos em países em desenvolvimento. As taxas de incumprimento são bastante reduzidas (menos de 2.5%) pois existe uma grande responsabilização da parte dos promotores dos projectos. Lista de plataformas:


Crowdfunding por investimento ou Equity Crowdfunding (participação nos Capitais Próprios): esta opção encontra-se em funcionamento apenas nos Estados Unidos onde foi feita passar uma lei no dia 05 de Abril. A SEC – Security Exchange Commission  - regula parte das transações. Esta é a opção mais atractiva para os investidores e promete revolucionar a forma como as empresas são financiadas. Nesta opção, principalmente direccionada a start-ups e outras empresas, as pessoas da crowd investem na empresa no sentido lato, tornando-se sócios/acionistas da mesma.
Os riscos do Crowdfunding por investimento (Equity Crowdfunding) podem ser superiores mas o potencial de rendibilidade é muito diferente: se a empresa crescer muito, o investimento também crescerá muito. Existe também um envolvimento emocional diferente uma vez que o sucesso da start-up será também o sucesso do investimento. Esta opção de financiamento vem democratizar o acesso ao financiamento de Capitais Próprios no mercado, permitindo a qualquer pessoa ter acesso a ser sócia de várias empresas com grande potencial de crescimento com montantes muito reduzidos. Nos Estados Unidos a SEC impôs algumas regras para o Equity Crowdfunding. Esta modalidade é a mais atractiva financeira e económicamente e vem democratizar o capitalismo ainda mais, uma vez que qualquer pessoa pode ser um Micro Business Angel.

http://www.crowdcube.com/ (O Crowdcube não tem a parte do equity funding a funcionar a 100% por falta de regulação).
http://www.appbackr.com/ o Appbackr permite ao investidor ter uma participação nas vendas e não no Capital.

Esperemos que em breve esta opção possa estar desregulamentada na Europa e em Portugal. Actualmente, a opção de Crowdfunding Equity Based não é possível na Europa devido às fortes regulações da CMVM e Cª.
modelos financiamento colectivo

Calcula-se que actualmente (2012):
71% dos projectos são financiados por donativos;
15% por empréstimos
14% por Capitais (Investimento) e a crescer...

Para a maioria das Plataformas é necessário um sumário executivo, Plano de Negócios e/ou um pitch. Contacte-nos para qualquer apoio necessário!

Linha de Crédito PME Investe III – Turismo


Portugal é, pela sua localização geográfica e diversidade gastronómica, um destino privilegiado para o turismo. Num país onde a produção de bens de consumo ligados ao sector primário é quase nula, o sector do turismo tornou-se um importante motor para a economia nacional. Face ao clima de crise económica que se faz sentir actualmente, a linha de crédito PME Investe III é um importante apoio à revitalização do sector do turismo. 

A PME Investe III é um programa de financiamento exclusivo para empresas do sector do turismo e conta com quatro linhas de crédito, a saber:
  • Linha Sector do Turismo: 
  1. Empreendimentos Turísticos e Actividades de Animação Turística;
  2.  Estabelecimentos de Restauração e Bebidas.
  • Linha Turismo de Habitação e Turismo em Espaço Rural;
  • Linha de Apoio à Tesouraria das Empresas do Turismo;
  • Linha de Apoio às Empresas da Região Oeste.
Esta iniciativa conta com o apoio do Turismo de Portugal e tem protocolo com vinte bancos  que operam em território nacional. 


Linha Sector do Turismo

Beneficiários:
  1. Empresas com actividade nas CAE especificadas;
  2. Empresas do sector do turismo, bem como outras que prestem serviços destinados exclusivamente a empreendimentos turísticos e a actividades de animação declaradas de interesse param o turismo.

Financiamentos Elegíveis:
  1. Investimento novo em activos fixos e fundo de maneio associado ao mesmo;
  2. Investimentos  em unidades hoteleiras ou em outros empreendimentos e actividades de interesse para o turismo                                                                      
  3. Serviço da dívida contraída para financiar a construção ou remodelação de unidades hoteleiras cuja exploração se tenha iniciado após 1 de Janeiro de 2006 ou cujo início de exploração ocorra até 31 de Dezembro de 2011.


Montante Máximo da Linha de Crédito: 500 Milhões de Euros.

Tipo de Operações: Empréstimos de médio e longo prazo.

Empreendimentos Turísticos e Actividades de Animação Turística

Montante Máximo por Empresa para Empreendimento distintos: 5.000.000 € ou 6.000.000 € para PME Líder.

Prazo: Até 15 anos, após a contratação da operação

Período de Carência: 24 meses (capitalização de juros e carência de capital), podendo este prazo ser superior desde que acordado com o Banco e a SGM.

Estabelecimentos de Restauração e Bebidas

Montante Máximo por Empresa: 200.000 €

Prazo: Até 4 anos ou 5 anos para as PME Líder, após a contratação da operação

Período de Carência: 18 meses (incluindo o período de utilização)

Para ambos os casos:
  1. Taxa de Juro da Empresa: Euribor a 3 meses + 1,5%.
  2. Comissões, Encargos e Custos: Operações isentas de comissões e taxas habitualmente praticadas. 
  3. Garantia: Cobertura de risco de crédito até 50% do capital em dívida, bonificação integral da comissão de garantia.




 Linha de Apoio à Tesouraria

Beneficiários: Empresas do setor do Turismo.

Financiamentos Elegíveis: Reforço de capitais permanentes a ser aplicado em: 
  1. Fundo de maneio;
  2. Amortização de contas correntes caucionadas e/ou liquidação de financiamento de curto prazo (até 1 ano).

Montante Máximo da Linha de Crédito: 100 Milhões de Euros.

Tipo de Operações: Empréstimos de médio e longo prazo.

Montante Máximo por Empresa: Até 1.000.000 € ou 6.000.000 € por grupo empresarial.

Prazo: Até 3,5 anos, após a contratação da operação.

Período de Carência: Até 12 meses (carência de capital).

Taxa de Juro da Empresa: Euribor a 3 meses, com a taxa mínima de 1,5%.

Comissões, Encargos e Custos: Operações isentas de comissões e taxas habitualmente praticadas. 

Garantia:
  1. Garantia prestada pelas SGM’s até 75% do capital em dívida em cada momento, totalmente bonificada;
  2. Outras garantias decorrentes da decisão de crédito, a ser constituídas, pari-passu, a favor da SGM e do FINOVA. 



Linha de Apoio às Empresas da Região OESTE

Beneficiários: empresas do sector do turismo com localização na região Oeste.

Financiamentos Elegíveis: apenas investimentos resultantes dos estragos provocados pelo temporal de Dezembro de 2009.

Tipo de Operações: Empréstimos de médio e longo prazo.

Montante Máximo por Empresa: Até ao montante do investimento relativo aos estragos deduzido do valor da indemnização pago pela Companhia de Seguros.

 Prazo: Até 3,5 anos.

Período de Carência: Até 12 meses.

Taxa de Juro da Empresa: Totalmente bonificada - Sem juros para a empresa.

Comissões, Encargos e Custos: Operações isentas de comissões e taxas habitualmente praticadas. 

Garantia:

  1. Garantia prestada pelas SGM’s até 75% do capital em dívida em cada momento, totalmente bonificada;
  2. Outras garantias decorrentes da decisão de crédito, a ser constituídas, pari-passu, a favor da SGM e do FINOVA. 

Para beneficiar de qualquer um destes apoios a empresa não pode ter incidentes não justificados ou incumprimentos junta da Banca, e que não pode estar em classe de rejeição de risco de crédito e tem que ter a situação regularizada junto da Administração Fiscal e da Segurança Social.


Para mais informações consulte a Up To Start - Consultoria e Projectos de Investimento e a informação disponível no nosso site em www.uptostart.com.







Modalidades de Confirming - BES Express Bill


O BES Express Bill é uma solução de gestão de pagamentos, idêntica ao confirming, que permite às empresas gerirem os seus pagamentos, assegurando aos seus fornecedores os recebimentos nas datas dos vencimentos e possibilitando-lhes a antecipação dos fundos. O comprador acede à sua conta na plataforma online BESnetwork e executa uma “ordem de pagamento a prazo” ao abrigo de um plafond previamente aprovado, a favor do vendedor que receberá uma notificação via email ou sms da existência dessa mesma ordem. Após a receção da ordem, o vendedor tem a possibilidade de antecipar o recebimento dos fundos que tem a receber do seu cliente, ou não recebendo assim apenas na data de vencimento.
                 
                A solução BES Express Bill do Banco Espírito Santo beneficia o comprador disponibilizando-lhe crédito de tesouraria a baixos custos e aumentando o seu poder negocial junto dos seus fornecedores. Para o vendedor esta é também uma operação vantajosa, na medida em que garante os seus recebimentos na data de vencimento das faturas, ao mesmo tempo que lhe permite antecipá-los com custos reduzidos. O BES Express Bill melhora ainda o perfil de risco tanto do emitente como do beneficiário da operação, contribuindo positivamente para o Rating de ambas as partes.

Como funciona o Confirming e o BES Express Bill?


O confirming BES Express Bill tem os seguintes passos conforme espelhado na figura:
1 - A empresa compradora (cliente do BES), envia para o banco via online a relação das ordens de pagamento das facturas.
2 - O banco notifica os fornecedores "vendedores" com o aviso da ordem de pagamento do cliente.
3 - Estes fornecedores decidem se querem antecipar o pagamento das facturas (funciona como Conta Corrente) ou se o pagamento é feito na data de vencimento;
4 - Na data de vencimento das facturas o banco debita a conta do cliente com o valor das respectivas facturas. Caso a conta à ordem não tenha saldo, o banco assegura o pagamento com débito na Conta Corrente. 

Vantagens e Desvantagens do Confirming

Para a empresa cliente (emitente):
- Maior controlo dos custos administrativos pois o banco encarrega-se do envio dos documentos entre cliente e fornecedor;
- Reconciliação bancária automática que facilita a contabilidade;
- Redução de erros na emissão dos pagamentos;
- O Confirming permite melhoria da capacidade negocial do cliente junto do fornecedor mas vez que o fornecedor tem os pagamentos das facturas garantidos pelo banco;

Para o  fornecedor (beneficiário):
- Acesso fácil ao crédito do valor da antecipação das facturas;
- Acesso a crédito mais simples e onde as garantias estão do lado do cliente;
- Não existe "recurso" como no factoring;
- Flexibilidade;
- Possibilidade de reduzir em muito os prazos médios de recebimento através do Confirming;
- Flexibilidade: o fornecedor pode pedir a antecipação só de algumas facturas;
- Não é necessário ter conta no mesmo banco que o cliente emitente para beneficiar do confirming. 


O Confirming pode enquadrar-se no conceito de financiamento Bootstrap, principalmente para o lado do cliente (emitente) que aumenta a capacidade negocial junto de fornecedores, e consequentemente os plafonds de crédito destes.
Consulte-nos para mais informações. 

terça-feira, 29 de maio de 2012

Empreendedorismo Solidário - Coworking


Hoje em dia ser empreendedor e criar o seu próprio emprego não implica estar isolado.

Surgiu, nos Estados Unidos, em 1999, um conceito que iria revolucionar o mercado do trabalho. Nesse ano, o game designer Bernie DeKoven cunha o termo cowork que descreve como o trabalho em conjunto, desenvolvido entre diversos técnicos que tinham o computador como ferramenta de trabalho. Contudo, em 2005 o conceito de cowork é usado por Brad Neuberg para descrever um espaço físico, onde elementos de diversas áreas trabalhavam independentemente e partilhavam o mesmo local de trabalho. Desde então, o coworking tem crescido como modelo alternativo ao tradicional escritório e até ao trabalho a partir de casa.

O coworking pressupõe a partilha de um espaço de trabalho em que todos os trabalhadores têm a sua actividade laboral e não dependem de uma organização central comum. Este modelo está especialmente direcionado para empreendedores em nome próprio, freelancers, mas também para pequenas empresas ou start-ups que vêm no coworking uma oportunidade para conviver com parceiros com experiências e ideais semelhantes. O grande objectivo dos espaços de coworking é combater o isolamento do mundo do trabalho fora das grandes e médias estruturas empresariais, ao juntar profissionais de diversas áreas que estejam interessados em criar novas sinergias, o coworking aposta num novo modelo de trabalho que privilegia as relações humanas e o trabalho em parceria.

coworking

Os espaços de coworking não são incubadoras de empresas. Estes espaços, ao contrário dos ninhos de empresas, são projectos com base em processos sociais, de cooperação e de natureza informal. O modelo do coworking assemelha-se ao de uma comunidade, que se rege por normas de índole mais cooperativista, enquanto as incubadoras de empresas apostam no crescimento autónomo dos projectos.  

Regra geral o espaço de coworking oferece duas soluções base: a mesa de trabalho ou o escritório. Qualquer um deles inclui o uso de uma sala loundge, cafetaria, espaços sociais e salas de reuniões.

Para mais informações sobre ajudas à criação do seu próprio emprego consulte o nosso site em www.uptostart.com.


segunda-feira, 28 de maio de 2012

Forças e Dimensões na Criação de Empresas

Forças e Dimensões  na Criação de Empresas


É certo que nem todos têm uma tendência inata para o empreendedorismo, mas o verdadeiro empreendedor de sucesso cria-se munido de formação e informação adequadas, aprendendo com os próprios erros. É necessária muita vontade de aprende e capacidade de auto-aprendizagem. Não obstante, a maioria dos empresários não têm competências de gestão que lhes permita o desenvolvimento de uma nova empresa. Este facto não é nenhuma barreira uma vez que as ferramentas necessárias também se aprendem. Assim, para se ser empreendedor é importante:
·        Saber avaliar os pontos fortes e oportunidades, pontos fracos e ameaças dos diferentes tipos de empresas; Identificar novas oportunidade de negócio e identificar oportunidades de expansão seja dentro do mesmo mercado ou para novos mercados;
·        Compreender todas as variáveis inerentes ao negócio e ao processo de dos projectos; Podem existir milhares de variàveis em cada negócio que estão ligadas aos diferentes stakehoolders - clientes, fornecedores, sócios, trabalhadores. Existem ainda outras ponderações como o próprio mercado, os produtos e serviços, custos e modelo de negócio;
·        Avaliar as competências internas, que competências devem ser internas ou subcontratadas e detetar as áreas onde pode delegar tarefas; Ter a humildade para reconhecer quando se deve pedir ajuda ou subcontratar algo que não é o core business da sua empresa. É necessário todo o focus na actividade principal;
·        Avaliar as várias formas de modelo de negócio e de monetização do produto/serviços;
·        Maximizar a importância das equipas, melhorar a liderança e a motivação das equipas;
·        Delinear as formas de intervenção no mercado, a distribuição e o marketing; Ter uma excelente abordagem comercial;
·        Posicionar muito bem a empresa e usar todas as ferramentas ao alcance como o Plano de Negócios, Plano de Maerketing e Estudo de Viabilidade Económica e Financeira;
·        Aceitar as falhas. A maioria dos empreendedores falha algum dia. O importante é manter o trabalho e o focus com muita paixão.
. Avaliar a capacidade financeira para financiar o projecto;
. Nesta lista também poderiam entrar os factores de sucesso para projectos;
Existem entretanto muitas variáveis, internas e externas à empresa e todas elas devem ser consideradas e ponderadas. Uma têm mais peso, outras não. Umas daptam-se mais a determinados negócios, outras não. No entanto, o mais cedo possível o empreendedor deve de ter em conta todas elas. Todas elas devem estar espelhadas no Plano de Negócios da empresa. O quadro seguinte assemelha-se às forças de Porter, abordando no entanto outras forças e dimensões do negócio.

dimensao nova empresa

Seis apoios para criar a sua própria empresa


Existem vários apoios e incentivos que permitem à maioria das pessoas financiar os seus projectos de empresa. Desde linhas de financiamento com juros bonificados, microcrédito, programas de apoio a desempregados para receber o subsídio de desemprego de uma só vez e apoios comunitários e investidores. Tudo depende das necessidades de financiamento e do tipo de projecto.

Se tem um projecto de empresa ou uma ideia de negócio que gostava de concretizar mas não tem dinheiro, é importante saber que existem várias alternativas e hipóteses de financiamento para o seu projecto. Actualmente, não ter dinheiro para criar a sua empresa já não é desculpa.

Lê também Oito Incentivos para a sua empresa

Existem várias alternativas que vão desde financiamentos bonificados pelo estado, microcréditos, recebimento da antecipação das prestações de desemprego pelo IEFP (o PAECPE), financiamento por Business Angels e Capitais de Risco e até alternativas de Bootstrap.

1 – Antecipação das subsídio de desemprego:
O PAECPE – Programa de Apoio ao Empreendedorismo e à Criaçãodo Próprio Emprego, gerido pelo IEFP, permite apoiar desempregados a criar o seu próprio emprego, permite apoiar a criação de empresas por desempregados através de 4 fontes de financiamento complementares:
            a) Antecipação das prestações de desemprego, i.e. o desempregado recebe de uma só vez a totalidade do subsídio;
            b) Majoração do financiamento referido no ponto a) que consiste na atribuição de um subsídio que normalmente não ultrapassa poucos milhares de euros;
            c) Microinvest para financiamentos até €25 000.00 no âmbito do PAECPE. Trata-se de uma linha de financiamento bonificada e com condições preferenciais;
            d) Invest + para financiamentos de €25 000.00 a €100 000.00 no âmbito do PAECPE. É também uma linha bonificada e com condições preferencias como o Microinvest.
As linhas referidas – Microinvest e Invest +, integradas no PAECPE - permitem o financiamento de projectos até €200 000.00. Para candidatar-se a estas linhas necessita de apresentar a candidatura acompanhada com um Plano de Negócios que sustente o projecto.

2 – Microcrédito puro
Quando falamos em microcrédito falamos no microcrédito que é concedido com o apoio da ANDC – Associação Nacional de Direito ao Microcrédito e protocolada com o BES, MillenniumBCP e CGD. Tratam-se de financiamentos até ao máximo de €10 000.00 destinados normalmente à constituição de novas empresas e financiamento de start-ups. Um dos objectivos do microcrédito é a constituição de empresas.

3 – Linhas de crédito PME Crescimento
A linha PME Crescimento é a linha de financiamento bonificada pelo estado que veio suceder às linhas PME Investe. O PME Crescimento possui duas sub-linhas, uma para micro empresas cujo financiamento máximo é €25 000.00 e pequenas empresas cujo montante máximo de financiamento é de €50 000.00. A linha PME Crescimento geral permite financiamentos até €1 000 000.00 para empresas não exportadoras e €1 500 000.00 para empresas exportadoras. O PME Crescimento permite o enquadramento de empresas em início de actividade – Start-ups. Necessita igualmente de apresentação de candidatura.

4 – Apoios comunitários
Linhas de financiamento QREN que permitem por vezes o financiamento de projectos Tecnológicos ou de empresas Exportadoras, como é o caso das linhas QREN Sistema de Incentivos à Inovação, Qualificação e Exportação.

5 – Linhas FINICIA
O FINICIA é uma linha protocolada com os bancos BPI, Millennium, Santander e BES que permite no caso do BPI financiamentos até €25 000.00 e nos restantes bancos financiamentos de €25 000.00 a €100 000.00. Trata-se de uma linha especial para Start-ups e Early-stages (empresas com menos de 3 anos de actividade ou novas empresas) com juros bonificados. Mais uma vez para obter financiamento através da Linha FINICIA, é necessária a apresentação de Plano de Negócios e Projecto de Investimento.

5 – Financiamento do projecto por Business Angels e Capitais de Risco
Normalmente os Business Angels financiam projectos diferenciados, na área das tecnologias, projectos inovadores, na área da internet e acima de tudo escaláveis (i.e. com grande potencial de crescimento e possibilidade de expandir a nível mundial). O Business Angel além de financiar o projecto pode também dar apoio como mentor. Já no caso das Sociedades de Capital de Risco (empresas cujo objectivo é investir noutras empresas com um enquadramento jurídico próprio), investe-se normalmente em empresas com algum histórico no mercado ou algumas provas dadas. Os Business Angels encontram-se normalmente organizados em Associações de Business Angels.

financiamento start-up

 6 – Bootstrap
Bootstrap é um pouco como...esgravatar e procurar todas as fontes de financiamento possíveis incluindo o apoio da família, pontos anteriormente falados, concursos de empreendedorismo, etc. Leia mais sobre o Bootstrap e técnicas de Bootstrapping. 

Financiamento para Jovens Empresários


A CGD (Caixa Geral de Depósitos) em parceria com a ANJE (Associação Nacional de Jovens Empresários) desenvolveu uma nova linha de crédito para financiar projectos de jovens empresário. A diferença desta solução para com a linha Caixa Jovem Empreendedor está na validação prévia do projecto e apoio aos proponentes que a ANJE presta aos seus associados antes de avançar com o financiamento.

Esta ajuda financeira, a Caixa Jovem Empreendedor, está aberta a jovens até aos 40 anos que mostrem capacidade para promover, criar, expandir ou modernizar o seu próprio emprego. A linha contempla pequenos negócios, sociedades recentemente constituídas ou em fase de constituição, desde que o capital social das mesmas seja maioritariamente detido por jovens até 40anos.

O montante máximo para o empréstimo ao abrigo da Caixa Jovem Empreendedor é de 50 mil euros e pode ser feito sob a forma de empréstimo mútuo ou abertura de crédito simples. A oferta de 3 meses de carência, para a amortização de juros e capital, é aplicada às duas modalidades.

O prazo de reembolso para empresas que se pretendem expandir ou modernizar é de 60 meses, contudo para as start-ups a Caixa estende o prazo até aos 72 meses. Em qualquer dos casos a taxa de juro é sempre a Euribor a 3 meses à qual acresce um spread de 3% e prevê a possibilidade de amortizações antecipadas, sejam elas parciais ou totais.

Esta concessão de crédito pela Caixa Jovem Empreendedor está sempre sujeita a uma garantia, que pode ser formulada sob a forma de aval ou outra conforme o previsto pela Caixa. Se o empresário decidir pelo crédito sob a forma de mútuo o capital será entregue na sua totalidade na data de assinatura do contrato com a CGD, se for sob a forma de abertura de crédito simples o mesmo capital será entregue faseadamente, em tranches trimestrais, no montante e respectivo período de utilização previamente acordado com a CGD.


Seja qual for a forma de financiamento da qual o seu negócio poderá vir a beneficiar é sempre fundamental a consulta de um serviço especializado e a elaboração de um plano de negócios. Para mais informações consulte o site da Up To Start em www.uptostar.com.
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